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FRANGO/CEPEA: Liquidez interna é baixa, mas exportação firme mantém preços em elevação

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Cepea, 20/11/2020 – As vendas de carne de frango estão lentas no mercado brasileiro. Apesar desse atual enfraquecimento na procura final pela proteína, como é tradicional na segunda quinzena do mês, os embarques estão aquecidos, contexto que sustenta o movimento de alta nas cotações do setor. Conforme relatório parcial da Secex, nos nove primeiros dias úteis de novembro, foram embarcadas 166,58 mil toneladas de carne de frango in natura, com média diária de 18,5 mil t. Esta é a maior média diária para 2020 e 24,8% acima da observada em outubro/20. No mercado interno, colaboradores do Cepea temem que a procura siga reduzida nas próximas semanas, o que pode impactar nos preços, que, por enquanto, seguem firmes na maioria das praças acompanhadas. A proximidade do fim do ano e as incertezas com relação ao mercado, que apresentou movimentações atípicas em 2020, têm dificultado as estratégias de compradores quanto ao volume a ser estocado para o período de festas. Além disso, muitos agentes – desde produtores a frigoríficos – tendem a rearranjar a produção neste período, dedicando parte dela às chamadas aves natalinas, o que pode alterar a dinâmica de vendas do setor de frango. Por outro lado, alguns compradores já programam aquisições de novos lotes – colaboradores do Cepea indicam que alguns produtos específicos, como a asa e a coxa, já têm toda sua produção vendida até o fim do ano, tanto para o mercado doméstico quanto para exportação. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

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Fonte: CEPEA

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Estão disponíveis as agromensais de novembro/2020

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Cepea, 04/12/2020 – Neste mês, confira:

 

AÇÚCAR: Os preços do açúcar cristal continuam avançando no mercado spot paulista em novembro. Assim, o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, passou a operar acima de R$ 100/saca de 50 kg, patamar recorde nominal da série histórica do Cepea. A sustentação veio do fato de um número maior de usinas já estar em entressafra e da demanda mais aquecida, que permitiu que usinas ativas pedissem valores maiores no spot. Além disso, o fortalecimento dos preços internacionais do adoçante e o dólar em alto patamar favorecem as exportações brasileiras, deixando ainda mais limitada a disponibilidade do açúcar no mercado doméstico. Leia mais.

 

ALGODÃO: Os preços de algodão registraram dois momentos distintos em novembro. Na primeira quinzena do mês, os valores caíram pouco mais de 6%, pressionados pela retração de compradores e por variações negativas nas cotações externas. Já na segunda quinzena, os valores subiram 5%, praticamente recuperando as perdas observadas na primeira metade do mês, tendo como suporte a ligeira alta nos preços externos e na paridade de exportação. Além disso, vendedores limitaram a oferta no spot nacional, atentos ao cumprimento de contratos a termo. Leia mais.

 

ARROZ: Os valores do arroz em casca variaram pouco ao longo de novembro no Rio Grande do Sul. Esse cenário evidencia que agentes de mercado parecem não identificar fatores que justifiquem alterações bruscas preços. Além disso, ainda há um bom período pela frente até a entrada efetiva de uma nova safra. Por enquanto, agentes parecem aguardar uma melhor definição do mercado, especialmente em relação à procura pelo arroz beneficiado e ao clima – muitos estiveram atentos ao final do semeio no Brasil e no Paraguai, principal fornecedor do produto aos demandantes nacionais. Leia mais.

 

BOI: No dia 18 de novembro de 2019, a arroba do boi gordo atingia os R$ 200,00 pela primeira vez. Embora esse patamar chamasse a atenção do mercado, naquele dia, ainda estava longe de ser recorde real – que, por sua vez, acabou ocorrendo no final daquele novembro de 2019 e renovado recentemente. Agora, o setor começa a se atentar ao fato de a arroba do boi gordo ter se aproximado dos R$ 300,00 – no dia 11 de novembro de 2020, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 atingiu R$ 292,00. Nos dias seguintes, contudo, os valores se enfraqueceram, voltando a operar por volta de R$ 285,00.  Leia mais.

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CAFÉ: Os preços domésticos do café arábica voltaram a avançar em novembro, impulsionados especialmente pela valorização externa nos futuros da variedade e pela retração vendedora. A média do Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 565,46/saca de 60 kg, aumentos de 28,86 Reais por saca (ou de 5,3%) em relação à de outubro e de 1,9% frente à de novembro/19, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de outubro/20). O movimento de alta teve mais força na última semana do mês, quando as cotações voltaram a operar perto dos R$ 600/sc. Leia mais.

 

ETANOL: As vendas de etanol voltaram a se retrair em novembro. De acordo com levantamento do Cepea, o volume de hidratado negociado por usinas do estado de São Paulo caiu 33% frente ao de outubro deste ano e de 29% em relação ao de novembro de 2019. Diante disso, no acumulado da safra 2020/21 (de abril/20 a novembro/20), a quantidade de hidratado captada pelo Cepea esteve 29,6% abaixo da do mesmo período da temporada anterior (2019/20). Leia mais.

 

FRANGO: Os embarques de carne de frango iniciaram novembro aquecidos, mas foram perdendo o ritmo ao longo do mês. Apesar desse movimento, o volume total exportado em novembro aumentou tanto frente a outubro/20 quanto em relação ao mesmo mês de 2019.  Leia mais.

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MILHO: As negociações envolvendo milho estiveram lentas no Brasil em novembro. Diante do elevado patamar de preço, compradores adquiriram apenas pequenos lotes. Esses demandantes também estiveram atentos à desvalorização do dólar, que tende a diminuir a atratividade nos portos brasileiros. Do lado vendedor, muitos seguiram retraídos, à espera de que compradores voltem ao mercado de forma mais intensa para recomposição de estoques. Além disso, alguns produtores estiveram preocupados com o clima adverso e os possíveis impactos sobre a produção da safra verão. Nesse ambiente, os valores do milho apresentaram movimentos distintos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea, refletindo as diferentes condições de mercado. Leia mais.

 

OVINOS: Os movimentos dos preços do cordeiro vivo estiveram distintos em novembro dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea. Esse quadro se deve às diferentes condições de oferta e demanda regionais, ao comportamento do clima e à consequente qualidade nutricional dos pastos. Leia mais.

 

SOJA: Chuvas ao longo de novembro em muitas regiões produtoras aliviaram sojicultores brasileiros, que temiam que o tempo seco prejudicasse fortemente a safra 2020/21. Os volumes de precipitações, no entanto, foram distintos dentre as praças acompanhadas pelo Cepea, resultando em estandes de plantas não homogêneas. Leia mais.

 

TRIGO: Os preços do trigo caíram em novembro no Paraná e no Rio Grande do Sul, influenciados pela retração compradora. Esses demandantes – atentos à finalização da colheita nestes estados do Sul e à espera de novas desvalorizações do cereal – adquiriram apenas pequenos lotes ao longo do mês. Apesar do enfraquecimento dos preços nas principais regiões produtoras, as cotações médias ainda operaram em patamares elevados.  Leia mais.

Fonte: CEPEA

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