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Ex-presidente da Bolívia chega ao México ainda hoje

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O avião da Força Aérea Mexicana, que leva o ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, chegará na manhã de hoje (12) na Cidade do México. Morales renunciou no último domingo, após pressão das Forças Armadas e policiais. Ele aceitou asilo político no México e afirmou no Twitter que voltará “com mais força e energia”.

De acordo com a imprensa mexicana, o voo de Evo, que fez uma primeira escala em Assunção, no Paraguai, para abastecimento, decolou rumo ao México por volta das 2h da manhã. Estima-se que a viagem dure entre 7 e 8 horas.

Presidente Evo Morales fala durante conferência REUTERS/David Mercado/Direitos reservados

Evo Morales deixou a Bolívia e pediu asilo ao governo do México   (Arquivo/ Reuters/David Mercado/Direitos Reservados)

“Irmãs e irmãos, parto para o México agradecido pelo apoio do governo deste povo irmão que nos deu asilo para cuidar de nossas vidas. Dói sair do país por razões políticas, mas sempre estarei pendente. Em breve, voltarei com mais força e energia”, afirmou Morales, antes de embarcar na aeronave que o leva até o México.

O chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, informou ontem, em um comunicado, que o asilo foi concedido a Evo Morales por razões humanitárias e em virtude da situação de violência que vive a Bolívia, onde sua vida e integridade estariam em risco. “Há alguns instantes recebi um telefonema do presidente Evo Morales, no qual ele aceitou o nosso convite e solicitou formalmente asilo político”, afirmou Ebrard.

Ebrard explicou que a vida do ex-presidente boliviano corre perigo e que a Organização das Nações Unidas (ONU) será comunicada para que proporcione a devida proteção internacional.

“A concessão de asilo é um direito soberano do Estado mexicano, de acordo com seus princípios normativos em política externa para a proteção dos direitos humanos, o respeito à autodeterminação dos povos e à resolução pacífica de controvérsias e a não intervenção”, diz o comunicado do governo mexicano.

Edição: Kleber Sampaio
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Trump ataca revolução cultural "de esquerda" no Monte Rushmore

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, acusou na sexta-feira (3) “multidões furiosas” de tentar apagar a história com esforços para remover ou repensar monumentos a figuras históricas dos EUA e usou um discurso no Monte Rushmore para se colocar como baluarte contra o extremismo de esquerda.

Na sexta, sete Estados norte-americanos divulgaram número recorde de novos casos de Covid-19, e a pandemia avançou ainda mais no círculo interno de Trump. Kimberly Guilfoyle, uma funcionária sênior da campanha e namorada de Donald Trump Jr., testou positivo para o Covid-19 em Dakota do Sul antes do evento, de acordo com Sergio Gor, funcionário da campanha de Trump. O teste de Trump Jr. deu negativo, disse Gor.

O evento, que antecedeu o feriado de 4 de Julho, atraiu 7.500 pessoas aglomeradas em um anfiteatro ao ar livre. Muitas não usavam máscaras, desafiando conselhos das autoridades de saúde que instaram os norte-americanos a evitar grandes reuniões para retardar a disseminação do covid-19.

Trump não usou uma máscara em público e fez apenas uma referência limitada à pandemia em seus comentários.

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Falando sob o famoso marco que representa quatro presidentes dos EUA, Trump alertou que as manifestações sobre a desigualdade racial ameaçavam as fundações do sistema político dos EUA.

“Não se engane, esta revolução cultural de esquerda foi projetada para derrubar a revolução norte-americana”, disse Trump. “Nossos filhos são ensinados na escola a odiar seu próprio país.”

Trump, um republicano que tem enfatizado uma abordagem de “lei e ordem” para as manifestações, se opôs a propostas de renomear as bases militares dos EUA que receberam o nome de generais confederados.

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