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EUA rejeitam proposta russa para prorrogar pacto sobre armas nucleares

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As perspectivas de prorrogação do mais recente tratado que limita a mobilização de armas nucleares estratégicas de Estados Unidos e Rússia pareciam desanimadoras nesta sexta-feira (16), depois que o governo norte-americano rejeitou uma proposta russa de renovação incondicional de um ano por considerá-la “inviável”.

O novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês), que foi assinado em 2010 e expira em fevereiro, restringe o número de ogivas nucleares estratégicas que os dois países podem mobilizar, além de mísseis e dos bombardeiros que os transportam.

Não renovar o pacto anularia todas as restrições, o que poderia dar ensejo a uma corrida armamentista pós-Guerra Fria e ampliar as tensões entre as duas maiores potências nucleares do mundo.

Falando por videoconferência em uma reunião do Conselho de Segurança russo que foi transmitida pela televisão estatal, o presidente Vladimir Putin disse que o tratado funcionou com eficiência até agora e que seria “extremamente triste” se deixasse de funcionar.

“No tocante a isso, proponho… prorrogar o tratado atual sem quaisquer condições por ao menos um ano para que negociações significativas sobre todos os parâmetros dos problemas possam ser conduzidas”, disse.

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Horas depois, no entanto, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Robert O’Brien rejeitou a oferta de Putin.

Ele reiterou que os EUA propuseram estender o acordo por um ano, durante o qual as mobilizações de todas as armas nucleares –estratégicas e táticas– seriam suspensas.

“A resposta do presidente Putin hoje para estender o novo Start sem congelar todas as ogivas nucleares é inútil”, disse O’Brien em comunicado. “Esperamos que a Rússia reavalie sua posição antes que ocorra uma custosa corrida armamentista.”

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Internacional

Padre ortodoxo é baleado ao fechar igreja na cidade francesa de Lyon

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Um padre ortodoxo foi baleado neste sábado (31), na cidade de Lyon, no sudoeste da França, quando fechava as portas da igreja.

Em uma nota que a prefeitura regional de Auvergne-Rhône-Alpes e do Rhône reproduziu em sua conta no Twitter, a Procuradoria da República em Lyon informa que o crime ocorreu por volta das16h (12h em Brasília).

De acordo com a nota, vizinhos e guardas municipais que estavam próximos da Igreja Ortodoxa Helênica ouviram o som de dois tiros. Testemunhas relataram ter visto um homem fugindo do local e encontrado o padre, de 52 anos, ferido a bala.

Ainda segundo o texto compartilhado pela prefeitura regional, o padre foi socorrido e levado para um hospital, e a Promotoria de Lyon já instaurou um inquérito para apurar as causas e o responsável pelo atentado. “Nesta fase, nenhuma hipótese é descartada.”

Na última quinta-feira (29), um homem armado com uma faca atacou um grupo de pessoas que estava em uma igreja da cidade francesa de Nice, a cerca de 480 quilômetros de Lyon. Três pessoas morreram, entre elas, a brasileira Simone Barreto Silva, de 44 anos, que vivia na França e deixou três filhos.

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De acordo com as autoridades francesas, o autor do ataque à igreja de Nice é um tunisiano recém-chegado ao país e que, ao invadir o templo, gritou: “Allahu Akbar” (Deus é maior).

O caso, que está sendo investigado como um ato de terrorismo, elevou o nível de tensão na França, onde, no último dia 16, um professor foi decapitado por um suposto extremista islâmico após mostrar caricaturas do profeta Maomé aos alunos, durante uma aula sobre liberdade de expressão. Segundo a imprensa francesa, o professor Samuel Paty comentava o julgamento dos acusados de ter participado do ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, em 2015, no qual as caricaturas foram publicadas.

Após o ataque à igreja de Nice e a confirmação de que, entre as vítimas, havia uma brasileira, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota de repúdio em que também tratou o caso como um ato de terrorismo.

“O Brasil expressa seu firme repúdio a toda e qualquer forma de terrorismo, independentemente de sua motivação, e reafirma seu compromisso de trabalhar no combate e erradicação desse flagelo, assim como em favor da liberdade de expressão e da liberdade religiosa em todo o mundo”, disse o Itamaraty em nota.

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Edição: Nádia Franco

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