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EUA planejam mega esforço de testagem de vacinas para covid-19

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Os Estados Unidos (EUA) planejam um mega esforço envolvendo mais de 100 mil voluntários e cerca de meia dúzia das mais promissoras candidatas a vacina contra o coronavírus para cumprir a meta de entregar uma imunização segura e efetiva para a doença até o final deste ano, disseram à Reuters cientistas que lideram o programa.

O projeto vai reduzir o tempo de desenvolvimento de uma vacina, que geralmente é de 10 anos, e testá-la em questão de meses, numa demonstração da urgência para conter uma pandemia que já infectou mais de 5 milhões de pessoas, matou mais de 335 mil e abalou economias em todo o mundo.

Para fazer isso, os principais fabricantes de vacina concordaram em compartilhar dados e emprestar a utilização de sua rede de testes clínicos a concorrentes caso sua própria candidata a vacina fracasse, disseram os cientistas.

Candidatas que demonstrarem segurança em estudos iniciais pequenos serão testadas em larga escala, de 20 mil a 30 mil indivíduos para cada vacina, a partir de julho.

Entre 100 mil e 150 mil pessoas podem estar envolvidas nos estudos, disse o doutor Larry Corey, especialista em vacina do Fred Hutchinson Cancer Center, em Seattle, que está ajudando a desenvolver os experimentos.

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“Se você não enxergar um problema de segurança, você simplesmente vai adiante”, disse o doutor Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH), à Reuters.

O esforço para a vacina é parte de uma parceria público-privada chamada “Accelerating COVID-19 Therapeutic Interventions and Vaccines (ACTIV)” –Acelerando as intervenções terapéuticas e as vacinas para Covid-19– anunciada no mês passado.

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Internacional

Trump diz que Brasil e Suécia têm dificuldades no combate à covid-19

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou nesta sexta-feira o Brasil como exemplo de país com dificuldades para lidar com a pandemia de coronavírus, ao defender a estratégia adotada por seu governo contra a doença e dizer que agora os EUA devem mudar o foco para se concentrar em proteger grupos de risco e permitir uma maior reabertura da economia.

Trump disse que o Brasil está seguindo o mesmo caminho da Suécia, país que não impôs quarentenas e decidiu se basear principalmente em medidas voluntárias de distanciamento social e higiene pessoal, mantendo a maioria das escolas, restaurantes e empresas abertas. Como resultado, a Suécia tem um número muito maior de casos de Covid-19 do que seus vizinhos nórdicos.

“Se você olhar para o Brasil, eles estão passando por dificuldades. A propósito, eles estão seguindo o exemplo da Suécia. A Suécia está passando por um momento terrível. Se tivéssemos feito isso, teríamos perdido 1 milhão, 1 milhão e meio, talvez até 2 milhões ou mais de vidas”, disse Trump na Casa Branca, acrescentando que agora é hora de acelerar a reabertura.

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Os Estados Unidos são o país do mundo com o maior número de casos do novo coronavírus, com 1,9 milhão de infecções e mais de 108 mil mortos.

O Brasil é o segundo do mundo em número de casos, com quase 615 mil infecções confirmadas pelo Ministério da Saúde e 34.021 mortes, mas tem neste momento a maior taxa de aceleração da doença no mundo, uma vez que quase diariamente registra mais casos e mortes do que os EUA.

Apesar disso, diversos governos municipais e estaduais têm anunciado planos para afrouxar as medidas de distanciamento social no Brasil diante da pressão econômica provocada pela paralisação das atividades, o que levou especialistas alertarem para o risco de um agravamento da situação.

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