Estadual

Estudantes da rede pública são 59,79% dos aprovados na UFPR

Publicados

em

Seis em cada dez aprovados (59,79%) no vestibular 2019/2020 da Universidade Federal do Paraná (UFPR) são oriundos de escolas públicas. Foi o que afirmou a própria instituição de ensino superior ao divulgar o resultado do processo seletivo na quarta-feira (15).

Para o secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder, esse índice de aprovação entre estudantes do ensino público é bastante significativo e motivo de orgulho para toda a rede estadual de Educação. “Esse resultado mostra como precisamos investir e acreditar no ensino público e em nossos jovens, e como a Educação Básica gratuita pode e deve ser de qualidade, garantindo aos alunos oportunidades de um futuro melhor”, afirmou.

A jovem Ester Dessbessel, 17 anos, está entre os alunos aprovados. Concluiu o Ensino Médio no Colégio Estadual Santa Rosa, em Curitiba, e vai cursar Enfermagem. Ela conta que prestou o concurso mais para sentir como era a prova, pois seu plano era se debruçar para valer aos estudos para os vestibulares em 2020, quando, já formada no Ensino Médio, poderia dedicar mais tempo para isso. Por conta da boa trajetória escolar, entretanto, acabou aprovada de primeira.

Ester, que acumula experiências como menor aprendiz desde os 15 anos e trabalhava à tarde, aproveitava ao máximo o horário regular escolar, pela manhã, para estudar. Ela diz que sempre manteve boas notas e uma alta frequência, além de usar o período da noite para fazer as lições e revisar o conteúdo.

Leia Também:  Secretário da Saúde destaca avanços dos 30 anos do SUS

“Estou muito feliz por ter passado no vestibular. É um orgulho, mais uma conquista. É uma faculdade muito boa e sei que vou me esforçar ao máximo. É uma sensação de dever cumprido. Sou muito grata aos meus professores, que são ótimos e incentivam os alunos a pensar no futuro, a focar na UFPR”, diz a jovem.

TRABALHO ALIADO AO ESTUDO – Já Lucas Viana Castilho (foto), 17 anos, foi aprovado em Ciências Contábeis. Natural de São Paulo e residente de Curitiba há dois anos, sempre estudou em escolas públicas. Para se preparar para o vestibular da UFPR, também contou com o auxílio de um cursinho solidário tocado aos fins de semana e feriados por estudantes e ex-estudantes da universidade.

“Meu ano passado foi inteiro estudando, foi bem puxado. A minha rotina de estudos foi essa: estudava de manhã, na escola, trabalha à tarde e à noite eu jogava vôlei e fazia coisas do meu interesse, mas também estudava. Montei um cronograma de estudos que não consegui seguir à risca, mas que me ajudou bastante. Aos fins de semana, ia para as aulas do cursinho”, conta.

Leia Também:  Geração de empregos é ponto central na retomada da economia

Lucas, que é menor aprendiz no setor de contabilidade da Britânia, diz que a experiência na empresa de eletrodomésticos teve um peso grande na escolha do curso.

“Eu decidi usar a base que tenho no trabalho para escolher o curso, pois lá tenho a oportunidade de efetivação e quero começar uma carreira de algum lugar. Como fui bem acolhido no trabalho, optei por Ciências Contábeis por julgar ser um caminho mais seguro. O sentimento que eu tenho por ter sido aprovado é de gratidão aos meus professores, família e amigos. Ver meu nome na lista foi uma sensação única. Eu sempre almejei ter a minha independência, e estudar na UFPR vai ser um passo muito grande que vou dar para isso”, afirma o mais novo calouro.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governoparana e www.pr.gov.br

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Estadual

Colégios adaptam feira de ciências para ambiente virtual

Publicados

em

Por


.

Para contribuir na manutenção do vínculo entre estudantes e escolas muitas atividades precisaram ser adaptadas para a internet e serem realizadas à distância. Com as tradicionais feiras de ciência não foi diferente: a programação que recebia familiares e amigos para ver experiências desenvolvidas pelos alunos também foi para a web.

Em Cascavel, o Colégio Estadual do Campo Octávio Tozo foi um dos que migrou a atividade para a internet, como explica a professora Ana Rita Machado. “Notamos que em meio às aulas remotas nossos alunos precisavam de um estímulo a mais para suas atividades. E como temos uma demanda de promover atividades práticas na escola, pensamos em propor que eles realizassem algo em casa, em segurança e com orientações externas, com base no que vinha sendo discutido nas aulas”, diz.

A atividade estava marcada para dia 11 de setembro, mas nem todas as apresentações foram feitas no dia. A feira terminou nesta sexta-feira (18). A alternativa para driblar possíveis problemas de conexão foi pedir aos alunos que gravassem a explicação. “A aceitação foi boa, e embora sejam tímidos em meios virtuais, se tornaram protagonistas ao falarem das próprias criações; cumpriram com aquilo que foi solicitado”.

Leia Também:  Paraná registra 1.536 novos casos e 26 mortes pela Covid-19

Pedro Henrique Zenere, de 16 anos, é estudante do Colégio Octávio Tozo e achou a iniciativa bastante interessante. “Meu projeto é uma bateria caseira, feita com forma de gelo, sal, água, fio de cobre e parafusos galvanizados. Esse parafuso vai soltando elétrons pelo cobre e cria uma corrente dentro da água. A gente conseguiu ligar uma lâmpada de led”, descreve o aluno.

Outra escola que investiu na programação virtual foi o Colégio Estadual de Segredo, na cidade de Foz do Jordão. Por lá a ideia partiu dos próprios professores, para aumentar ainda mais o engajamento dos estudantes. “Eles resolveram realizar essa amostra, para todas as turmas do ensino médio. Determinaram um assunto pra cada série e fizeram orientações durante um mês, porque dessa forma os alunos teriam um aprendizado mais efetivo”, explica a diretora Sandra Zanin. “No fim foi muito bom porque muitos trabalhos foram postados no YouTube, pra que mais gente pudesse ver”.

A jovem Maiara da Silva Siqueira, que está no 1° ano do Colégio Estadual de Segredo, desenvolveu um projeto sobre o Sistema Solar, com maquete e vídeo explicativo. “Confesso que foi uma experiência nova e com várias dificuldades, mas muito interessante e produtiva. A criatividade da professora foi genial, e a feira nos trouxe uma nova forma de fazer trabalho de casa, mesmo longe de todo mundo. Foi bastante produtivo”, diz.

Leia Também:  Geração de empregos é ponto central na retomada da economia

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governoparana e www.pr.gov.br

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo