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Espanha anuncia volta do turismo e do Campeonato Espanhol

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A Espanha reabrirá suas fronteiras para o turismo em julho e o Campeonato Espanhol de futebol voltará ainda antes, em junho, informou neste sábado (23) o primeiro-ministro do país, seguindo a reabertura gradual do país, que adotou um dos lockdowns — restrição de circulação — mais restritivos do mundo.

Os dois anúncios feitos pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, coincidiram com pedidos de renúncia pelo partido de extrema-direita Vox, em razão do impacto do lockdown nos empregos e na economia.

O Vox convocou um protesto em várias cidades do país e reuniu milhares de pessoas em carreatas. “A partir de julho, o turismo estrangeiro retornará em condições seguras. Vamos garantir que os turistas que cheguem não corram qualquer risco, nem tragam qualquer risco a nós”, afirmou Sánchez em uma coletiva de imprensa, sem dar detalhes adicionais.

Os visitantes estrangeiros contribuem com aproximadamente um oitavo do PIB espanhol, e as medidas do governo, tomadas para conter a pandemia em um dos países europeus mais atingidos, causaram o fechamento de hotéis, bares e restaurantes, além de praias e parques, em um momento em que a temporada de turismo começaria a esquentar.

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Cerca de um milhão de empregos foram perdidos apenas em março, quando começou o lockdown, e o Banco da Espanha previu que a economia encolherá 12% neste ano. Sánchez também afirmou que outro evento que movimenta muito dinheiro na nação, o Campeonato Espanhol de futebol, voltará no dia 8 de junho.

Os manifestantes deste sábado pediram que Sánchez e o vice-premiê, Pablo Iglesias — líder do partido de esquerda Podemos, que faz parte da coalizão de governo —, renunciem devido à forma como estão lidando com a crise e, especificamente, pela contração econômica.

“É hora de fazer muito barulho contra o governo do desemprego e da miséria que abandonou nossos autônomos e trabalhadores”, disse o Vox.

O governo disse que o lockdown foi o que controlou a pandemia no país. As medidas de confinamento estão sendo retiradas pouco a pouco, embora moradores de Madri e Barcelona, os epicentros nacionais do vírus, permaneçam em isolamento. Ambas as cidades amenizarão as restrições na segunda-feira, permitindo jantares fora de casa e aglomerações de até dez pessoas.

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A Espanha registrou mais de 28.600 mortes pela covi-19 e mais de 230 mil casos, e Sánchez afirmou que haverá dez dias de luto nacional pelos mortos a partir da terça-feira.

(Reportagem de Elena Rodríguez, Juan Antonio Domínguez, Sergio Perez e Silvio Castellanos)

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Argentina prorroga quarentena obrigatória até 28 de junho

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O governo da Argentina estendeu, mais uma vez, a quarentena social, preventiva e obrigatória no país. A medida, decretada no dia 20 de março, continuará valendo até 28 de junho, mas com flexibilizações. Saídas noturnas para prática de caminhadas e participação em reuniões de até 10 pessoas serão autorizadas em algumas cidades.

O presidente Alberto Fernández explicou que algumas cidades do país passarão do “isolamento”, fase em que todos (exceto os trabalhadores de atividades essenciais) deveriam ficar em casa, para uma fase de “distanciamento”.

“Podem circular, trabalhar e realizar suas atividades, desde que mantenham a distância de 2 metros. Todas as atividades que reabrem devem ser reorganizadas para atender a essa regra. As empresas e indústrias devem garantir o distanciamento social”, afirmou.

Na Argentina, as regras variam nas diferentes regiões, de acordo com a situação epidemiológica de cada uma. Em Buenos Aires, epicentro da doença no país, as regras mudarão muito pouco, e a quarentena peemanecerá vigente. Em 18 cidades, o isolamento dará lugar à livre circulação, sempre respeitando o distanciamento físico entre as pessoas.

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A razão para a flexibilização é que, desconsiderando a capital, o restante  do país tem uma taxa de duplicação de contágios de 43,8 dias, ou seja, a cada 43 dias, o número de casos dobra. Caso se considere também a Grande Buenos Aires, a taxa é de 15,5 dias.

“Estamos dando um novo passo que ajuda a agilizar a economia e a retomar as atividades normais. Vamos continuar ajudando a população a lidar com esse momento. Ajudamos e seguiremos ajudando”, disse ao presidente, ao lembrar que agora vem o segundo pagamento do IFE (Ingresso Familiar de Emergência), que atingirá 9 milhões de pessoas. Ele lmbrou que continua a colaboração com a Assistência ao Trabalho e à Produção (ATP), que, em 99% dos casos, beneficia pequenas e médias empresas.

O Ingresso Familiar de Emergência é para trabalhadores formais e informais, na faixa de 18 a 65 anos, que ficaram sem receber recursos por causa da interrupção de suas atividades econômicas. A  Assistência ao Trabalho e à Produção consiste no pagamento de até 50% dos salários dos empregados de todas as empresas que estão sendo afetadas pela crise econômica decorrente da covid-19.

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Eventos públicos e privados, cinemas, teatros, clubes, centros culturais, atividades turísticas e transporte público interurbano continuarão proibidos, exceto o transporte para trabalhadores essenciais. Não há ainda previsão de retorno às aulas.

O prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, afirmou que o comportamento das pessoas será analisado diariamente. “Hoje estamos em um alto nível de contágio, mas relativamente achatado nas últimas semanas”, disse. “Devemos estar cientes de que viveremos com avanços e retrocessos na flexibilização, porque essa não é uma ciência exata.”

O Ministério da Saúde da Argentina informou ontem (4) que, nas últimas 24 horas, foram registradas 25 mortes e 929 novos casos positivos de coronavírus. O país tem 20.197 casos confirmados e 608 mortes.

 

 

 

Marieta Cazarré 

Agência Brasil

EBC – Empresa Brasil de Comunicação

+ 598 096 438 081

Edição: Nádia Franco

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