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Eleições municipais: dois senadores serão candidatos a prefeito em 2020

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Dois senadores serão candidatos a prefeito nas eleições municipais de novembro: Jean Paul Prates (PT-RN), em Natal, e Vanderlan Cardoso (PSD-GO), em Goiânia. O número é menor do que o registrado em todas as campanhas municipais entre 1992 e 2012 (veja no quadro abaixo), e mantém a tendência de 2016, que também teve duas candidaturas de membros do Senado.

Além deles, cerca de 70 deputados federais já encaminharam seus nomes para disputar as prefeituras do país. A quantidade é próxima à do pleito municipal de 2016 (71) e inferior à de 2012 (81). O prazo para registro de candidaturas vai até o dia 26 de setembro.

Ambos os senadores candidatos estão no segundo ano de seus mandatos. Vanderlan foi eleito em 2018; Jean Paul, suplente desde 2014, assumiu o lugar de Fátima Bezerra quando esta foi conduzida ao governo estadual em 2018.

Em função da pandemia de covid-19, o Congresso Nacional decidiu adiar as eleições municipais. O primeiro turno acontecerá no dia 15 de novembro, e o segundo (que se aplica apenas às eleições para as prefeituras das cidades com mais de 100 mil habitantes) será no dia 29 de novembro.

Canalizadores

Uma das principais tarefas do mandato de um congressista (especialmente dos deputados) é levar recursos e obras para suas regiões, por meio de emendas ao Orçamento e de articulações junto aos ministérios em Brasília.

O cientista político Arnaldo Mauerberg Jr., professor da Universidade de Brasília (UnB), explica que esse papel faz dos parlamentares cabos eleitorais poderosos e candidatos naturais nas disputas municipais.

— Há um tipo de parlamentar que tem ligação muito grande com determinada localidade geográfica. Esses agentes canalizam recursos e acabam sendo a figura política mais importante das suas áreas.

Já os senadores “estão jogando outro jogo”, explica Mauerberg, e participam quase que exclusivamente das eleições nas capitais. Desde 1985, apenas em duas ocasiões senadores foram candidatos a prefeituras do interior de seus estados.

O trabalho de levar recursos do Orçamento federal para os municípios ganhou um grande impulso em 2015, com a promulgação da Emenda Constitucional 86, que tornou obrigatória a execução de parte das emendas parlamentares que têm essa finalidade. No ano passado, a Emenda Constitucional 100 expandiu essa regra para incluir também as emendas redigidas pelas bancadas estaduais.

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O consultor legislativo do Senado Gilberto Guerzoni destaca que essas mudanças tiveram um impacto grande para empoderar os congressistas e, indiretamente, fortalecê-los no cenário regional.

— No Brasil, a política é muito ligada à questão do recurso público, e a verba no varejo é uma vitrine importante. Os parlamentares ficavam totalmente na dependência do governo e tinham muita dificuldade de fazer as emendas avançarem, principalmente a oposição.

A posição de membro do Congresso Nacional também poderá cumprir uma função decisiva nas eleições de 2020 devido à pandemia, que afetará o modo de se fazer campanha. Para Arnaldo Mauerberg Jr., a visibilidade já estabelecida de um deputado ou senador deve ser exacerbada no contexto atual, e isso pode ter efeitos tanto positivos quanto negativos.

— Um parlamentar não precisa de tantos esforços para ser conhecido no meio de uma pandemia, quando as pessoas não podem sair na rua. Porém, se ele já for mal avaliado, há menos oportunidade para reverter a imagem negativa, e os adversários menos conhecidos podem se aproveitar.

Gilberto Guerzoni concorda com a avaliação de que as campanhas serão impactadas, mas para ele os políticos já vinham se adaptando ao uso das redes sociais devido às reformas eleitorais recentes, que restringiram as propagandas na TV e no rádio. Segundo Guerzoni, o principal efeito da pandemia sobre as eleições ocorrerá nas cidades onde houver segundo turno, uma vez que haverá apenas duas semanas entre os dias de votação (o calendário eleitoral precisou ser encurtado para que pudesse ser transferido de outubro para novembro).

Senadores candidatos a Prefeitos (desde a redemocratização)

Ano Senador Cidade Eleito?
2020

Jean Paul Prates – PT
Vanderlan Cardoso – PSD

Natal – RN
Goiânia – GO

2016

Marcelo Crivella – PRB
Marta Suplicy – PMDB

Rio de janeiro – RJ
São Paulo – SP

Sim
Não

2012

Cícero Lucena – PSDB
Humberto Costa  -PT 
Inácio Arruda – PCdoB
Vanessa Grazziotin – PCdoB
Wellington Dias – PT

joão Pessoa – PB
Recife – PE
Fortaleza – CE
Manaus – AM
Teresina – PI
Não
Não
Não
Não
Não
2008 Almeida Lima – PMDB
Marcelo Crivella – PRB
Patrícia Saboya – PDT
Aracaju – SE
Rio de Janeiro – RJ
Fortaleza – CE

Não
Não
Não

2004

Ana Júlia Carepa – PT
César Borges – PFL
Duciomar Costa – PTB
João Batista Motta – PMDB
Marcelo Crivella – PL

Belém – PA
Salvador – BA
Belém – PA
Serra -ES
Rio de Janeiro – RJ

Não
Não
Sim
Não
Não

2000 Antonio C. Valadares – PSB
Carlos Wilson – PPS
Ernandes Amorim – PPB
Mauro Miranda – PMDB
Romeu Tuma – PFL

Aracaju – SE
Recife – PE
Ariquemes – RO
Goiânia – GO
São Paulo – SP
Não
Não
Sim
Não
Não
1996 José Serra – PSDB
Júnia Marise – PDT
Levy Dias – PPB
Roberto Freire – PPS

São Paulo – SP
Belo Horizonte – MG
Campo Grande – MS
Recife – PE
Não
Não
Não
Não
1992 Amazonino Mendes – PDC
Eduardo Suplicy – PT
Teotônio Vilela Filho – PSDB

Manaus – AM
São Paulo – SP
Maceió – AL
Sim
Não
Não
1988 Guilherme Palmeira – PFL Maceió – AL Sim
1985 Fernando H. Cardoso – PSDB
Roberto Saturnino – PDT
São Paulo – SP
Rio de Janeiro – RJ
Não
Sim
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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Política Nacional

Andrea Matarazzo é o candidato entrevistado pelo iG nesta segunda

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Andrea Matarazzo de camisa branca com casas desfocadas ao fundo
Divulgação

Andrea Matarazzo, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSD

O empresário Andrea Matarazzo (PSD) é o entrevistado desta segunda-feira (21), às 11h, na série de lives do portal iG com os candidatos à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2020.

Matarazzo foi ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência de Fernando Henrique Cardoso entre 1999 e 2001. Em 2005 se tornou subprefeito da Sé na gestão de José Serra na capital paulista. Ele assumiu também, em 2006, a Secretaria Municipal de Serviços, como subprefeito da Sé e secretário de Coordenação das Subprefeituras na gestão de Gilberto Kassab.

Em 2010, assumiu a Secretaria de Estado da Cultura, cargo que ocupou até 2 de abril de 2012. Se último cargo foi de vereador em São Paulo, entre os anos de 2013 e 2016.

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Ao entrevista ao ar no  canal do YouTube ou na  página do Facebook do portal. Todas as entrevistas serão transmitidas nas duas plataformas a partir de hoje, sempre às 11h.

Durante a entrevista, os internautas poderão interagir e mandar perguntas. Essa é a hora para esclarecer todas as dúvidas e votar de forma consciente. Somente com informação de qualidade e democracia caminhando lado a lado que se toma a melhor decisão nas urnas.

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