Política Nacional

Eduardo Girão defende volta de atividades de bares e restaurantes no Ceará

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Em pronunciamento nesta quinta-feira (9), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) criticou o governo do Ceará por ainda restringir as atividades de bares e restaurantes. Ele também defendeu a volta dos jogos de futebol no estado. O senador afirmou que o pico da pandemia de coronavírus já aconteceu no Ceará e que “falta solidariedade” por parte do governo local.

— A polarização pode estar cegando as autoridades — declarou.

Segundo Girão, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) do Ceará “vive um grande conflito”, pois teria seguido todos os protocolos exigidos para a retomada de suas atividades, mas isso ainda não foi totalmente permitido pelo governo estadual.

Essa é uma entidade renomada, que no estado do Ceará gera centenas de milhares de empregos de forma direta e indireta. São heróis, porque estão tentando voltar, embora alguns deles não possam porque a pandemia realmente lhes tirou qualquer possibilidade — lamentou.

Futebol

Eduardo Girão também defendeu a volta dos jogos de futebol no Ceará, que ainda não têm data definida de retorno. Ao ressaltar que já foi dirigente de um clube de futebol, o senador argumentou que “é muito fácil controlar, por exemplo, 200 pessoas, mas, claro, num estádio sem a presença de torcida, para que se evite a propagação do vírus”.

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— É muito fácil testar jogadores e gandulas, por exemplo — declarou.

Girão destacou que esse é um setor que gera emprego e renda. E que, além disso, é fator de “autoestima” e contribuiria para o isolamento social, já que, segundo ele, estimularia as pessoas a ficar em casa assistindo aos jogos.

— Estamos perdendo a Copa do Nordeste por falta de definição por parte das autoridades — protestou, acrescentando que os clubes de futebol “estão acumulando prejuízos milionários”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Política Nacional

Randolfe julga insatisfatórias respostas de André Mendonça sobre dossiê antifascista

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Depois de cerca de três horas e meia de reunião com o ministro da Justiça, André Mendonça, na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), nesta sexta-feira (7), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) considerou insatisfatórias as explicações dadas sobre a produção de dossiê e monitoramento de servidores que se declararam antifascistas. A reunião atendeu a requerimento de Randolfe e do senador Jaques Wagner (PT-BA) e ocorreu de forma remota e reservada.

Conforme divulgado pela imprensa, a maior parte dos monitorados no referido dossiê seria de agentes de segurança contrários ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Alguns professores também teriam sido vigiados e as investigações, conduzidas pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi), órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

Randolfe informou que vai protocolar um requerimento, juntamente com outros senadores de oposição, para que a comissão instaure um procedimento investigatório sobre a conduta do Ministério da Justiça e do Seopi. O senador disse que também vai pedir a convocação do ministro André Mendonça para falar ao Plenário do Senado, de forma aberta e pública, para que “ele preste os esclarecimentos que não foram feitos de forma devida na reunião de hoje”.

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— Estou mais do que convencido de que o governo atuou indevidamente com prática de espionagem política em relação a seus opositores — afirmou Randolfe, acrescentando que vai pedir ao Superior Tribunal Federal que investigue a conduta do ministro.

Outros três deputados também apresentaram requerimentos no mesmo sentido. Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Marcos do Val (Podemos-ES), além de vários deputados, participaram da reunião. O presidente da comissão, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), foi quem conduziu o encontro. Ele não quis comentar as respostas do ministro, em razão do caráter sigiloso da reunião.

— Infelizmente nós não podemos exteriorizar aquilo que foi tratado no âmbito da reunião. O que a gente pode dizer é que, ali, a gente pode externar nossas preocupações e o ministro respondeu aos questionamentos que foram feitos — declarou o presidente.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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