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Eduardo Cunha é liberado para cumprir prisão domiciliar

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Alex Ferreira/Câmara dos Deputados – 12.7.16

Ex-deputado Eduardo Cunha foi preso no âmbito da Operação Lava Jato

O ex-presidente da Câmara e ex-deputado Eduardo Cunha foi liberado nesta quinta-feira (26) para cumprir prisão domiciliar. A decisão é da juíza federal substituta Gabriela Hardt, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, que determinou que Cunha cumpra pena em casa em virtude da pandemia do novo coronavírus. A condição é que ele use tornozeleira eletrônica.

“Considerando a excepcional situação de pandemia do vírus Covid-19, por se tratar o requerente de pessoa mais vulnerável ao risco de contaminação, considerando sua idade e seu frágil estado de saúde, substituo, por ora, a prisão preventiva de Eduardo Consentino da Cunha por prisão domiciliar, sob monitoração eletrônica”, diz trecho da decisão.

Por ter 61 anos, Cunha faz parte do grupo de risco de contaminação pelo coronavírus. Além do monitoramento por tornozeleira, o ex-deputado poderá receber visitas de parentes até terceiro grau, advogados, profissionais de saúde e 15 pessoas de uma lista que deverá ser aprovada pelo Ministério Público Federal (MPF).

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Senadores se manifestam sobre anúncio de que Bolsonaro contraiu covid-19

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Senadores se manifestaram, nesta terça-feira (7), sobre a confirmação do presidente Jair Bolsonaro do seu teste positivo para o novo coronavírus. O exame foi feito na última segunda-feira (6) e seu resultado saiu no fim da manhã desta terça-feira. Nas manifestações, os senadores desejaram a recuperação do presidente. Vários deles também disseram esperar que Bolsonaro reflita sobre declarações passadas e reconheça a gravidade da pandemia de covid-19.

“Desejo pronta recuperação ao nosso presidente Jair Bolsonaro. Meus votos são para que se restabeleça em breve e possa continuar o grande trabalho que vem realizando no enfrentamento da pandemia e na retomada do crescimento”, disse, pelo Twitter, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Para o líder do PT, senador Rogério Carvalho (PT-SE), Bolsonaro demonstrou pouca empatia e pouco sentimento diante das vidas perdidas ao longo da pandemia. Ao desejar a recuperação ao presidente da República, o senador, que já teve covid-19, disse esperar que Bolsonaro entenda a gravidade da doença e trabalhe para evitar que mais mortes aconteçam no país.  

— Esperamos que a partir de agora o presidente possa ter o espírito de coordenar uma ação integrando governadores e prefeitos, e que a gente consiga mais rápido sair do sufoco, com uma ação coordenada por parte do governo central que, até agora, ficou muito fragmentada e gerou um tempo maior de pandemia no país, um maior número de casos e, inclusive, um maior número de mortos — disse Rogério durante a sessão deliberativa remota.

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (Cidadania-MA) também desejou a pronta recuperação de Bolsonaro, mas disse esperar que o presidente reflita. “Que aproveite este momento para refletir sobre seus posicionamentos em relação à covid-19. O diagnóstico do presidente revela a importância do isolamento e do uso de máscara, prevenções que ele se recusou a fazer”, apontou.

Na mesma linha, o líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), desejou que o presidente se recupere, mas destacou que suas ações são incompatíveis com as recomendações de saúde relacionadas à doença. “Bolsonaro promoveu aglomerações. Vetou a obrigatoriedade das máscaras. Minimizou os efeitos da covid-19 diante de mais de 65 mil mortos. Hoje, após o anúncio de seu teste positivo, tirou a máscara e expôs os jornalistas. De tão aliado do coronavírus, Bolsonaro e ele viraram um só”, lamentou.

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O líder do DEM no Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), lembrou das perdas que a pandemia tem provocado e prestou solidariedade ao presidente. “O mesmo sentimento tenho para com aqueles que sofrem com a doença, muitos próximos a mim. De fato, não tem sido fácil conviver com a pandemia. Mas tenhamos fé e disciplina”, escreveu o senador nas redes sociais.

Discurso

Filho do presidente, Flávio Bolsonaro (Sem partido-RJ) compartilhou pelo Twitter uma mensagem sobre as pessoas que desejam mal ao presidente. “Discurso de ódio é só o dos outros. Esse é ódio do bem, então pode”, diz a mensagem replicada pelo senador.

Humberto Costa (PT-PE) compartilhou outra notícia, sobre a afirmação do presidente de que parou de se sentir mal horas após tomar cloroquina. Para ele, Bolsonaro está usando a doença para promover o remédio. “Até na doença o presidente aproveita para fazer política, é triste. Bolsonaro não aprende”, lamentou

Rodrigo Cunha (PSDB-AL) afirmou que a notícia do exame positivo de Bolsonaro mostra que a doença não faz distinção. “Bolsonaro se soma a mais de 1,6 milhão de brasileiros infectados e é o quarto líder mundial a contrair a covid-19, demonstrando que a doença atinge a todos”, declarou Rodrigo, que desejou a recuperação do presidente e disse esperar que o governo amplie pelo tempo necessário medidas de apoio aos mais vulneráveis.

Em plenário, Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que as dificuldades sociais e a dor enfrentada pelos brasileiros é também a dor dos parlamentares. Ele lamentou as mortes de brasileiros por covid-19, estimadas em mais de 66 mil, e desejou a recuperação de Bolsonaro e dos que ainda lutam contra a doença.

— Espero, da mesma forma, que isso [a recuperação] aconteça com o presidente da República, Jair Bolsonaro. Que todos nós tenhamos a responsabilidade de entender que este é um momento difícil para todos e que todos devem ajudar de igual forma, como tem acontecido no Senado Federal e na Câmara dos Deputados — disse Otto.

Testes

Os senadores de Santa Catarina, que estiveram com o presidente nos últimos dias, informaram que farão testes para determinar se foram infectados e deram notícias sobre seu estado de saúde.

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Esperidião Amin (PP-SC) disse que não apresentou sintomas e que seguirá em isolamento. “Como todos sabem, no último sábado tivemos contato com o presidente Jair Bolsonaro. Diante disso, estamos seguindo o protocolo da Secretaria de Estado da Saúde”, informou pelas redes sociais.

Jorginho Mello (PL-SC) desejou o restabelecimento de Bolsonaro e agradeceu a preocupação das pessoas com a sua saúde. “Meus votos de pronto restabelecimento ao nosso presidente Jair Bolsonaro, que testou positivo pra covid-19. Aproveito para agradecer aos amigos pela preocupação também com a minha saúde. Informo que, apesar de assintomático, estou fazendo o teste”, ressaltou.

Dário Berger (MDB-SC) também afirmou que fará o teste.Diante da confirmação de que o presidente Jair Bolsonaro está infectado com o novo coronavírus, e como acompanhei sua visita recente a Santa Catarina, informo que também realizarei o teste nas próximas horas, por precaução, já que pertenço ao grupo de risco. Desejo rápida recuperação ao presidente”, disse pelo Twitter.

Coragem

Também pelas redes sociais, Vanderlan Cardoso (PSD-GO) citou frase do presidente, que disse que “soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde”. Ele disse estar em oração pela saúde de Bolsonaro e de todos os que estão com a doença.

Fabiano Contarato (Rede-ES) e Kátia Abreu (PP-TO) também se solidarizaram com o presidente. “Em razão das últimas informações, venho desejar que a saúde não falte ao presidente Jair Bolsonaro e a nenhum de nós, brasileiros”, publicou Kátia Abreu pelo Twitter.

Ao desejar a recuperação de Bolsonaro, Styvenson Valentim (Podemos-RN) disse esperar que ele “retome o comando da presidência da República” e conduza o Brasil com saúde.

Marcio Bittar (MDB-AC) lembrou dos desafios que o país ainda vai enfrentar. “Desejo o pleno restabelecimento do presidente Bolsonaro. Há muito por fazer na reconstrução do país. Que Deus o abençoe. Força Bolsonaro”, declarou.

Fernando Collor (Pros-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM) também publicaram mensagens em que desejam saúde ao presidente.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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