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DER chama empresas para projetos de obras nas PRs que ligam Mauá da Serra a Pitanga

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As necessárias melhorias nas rodovias PR-272 e PR-466, ligando Mauá da Serra a Pitanga, estão num plano de obras rodoviárias que o Governo do Paraná deve começar a colocar em prática, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Empresas interessadas em fazer os projetos e executá-los têm até o dia 10 de agosto para confirmar participação no chamamento público lançado pelo Departamento de Estradas de Rodagens (DER). As seis com mais capacidade técnica vão participar da licitação.

“Esse trecho de Mauá até Pitanga é estratégico para o desenvolvimento econômico do Vale do Ivaí e da região Central do Paraná. As duas rodovias ficam numa área de muita produção agropecuária, são bastante utilizadas no transporte da safra, de carne, leite e produtos industrializados. Servem de integração entre dezenas de municípios e precisam urgente de recuperação do asfalto, sinalização e terceira pista em diversos trechos bastante perigosos”, diz o deputado estadual Tercilio Turini (CDN).

Ele lembra que em agosto de 2018 fez pronunciamento na Assembleia Legislativa do Paraná cobrando obras e serviços nas duas rodovias. Mais recentemente, em maio de 2019, encaminhou ofício à Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná pedindo a inclusão da revitalização das rodovias no banco de projetos e plano de obras rodoviárias do governo. “Foi indicada como uma das obras prioritárias para o estado”, comenta, citando o apoio dos deputados Cobra Repórter e Tiago Amaral.

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A PR-272 começa em Mauá da Serra, passa por Faxinal e chega até ao Rio Ivaí. Após a travessia da ponte, a estrada prossegue como PR-466 e passa por Lidianópolis, Ivaiporã, Arapuã, Alto Porã e vai para Manoel Ribas e depois Pitanga. É um trajeto de cerca de 150 quilômetros que recebe grande fluxo de veículos, com muita movimentação de cargas. São rodovias estratégicas para a economia regional e atravessam regiões que se destacam no agronegócio.

“Vou acompanhar o andamento dos trabalhos do DER e espero que em breve seja aberta a licitação para as obras”, ressalta Tercilio Turini.

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Política Estadual

Tarifa Zero é solução para crise no transporte público

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A superlotação do transporte coletivo, entre outros problemas, se evidenciou mais ainda nesta pandemia do coronavírus e, novamente, entrou na pauta dos pré-candidatos a prefeito. Em Curitiba, a prefeitura pediu prorrogação até dezembro do auxílio mensal (R$ 20 milhões), a Câmara dos Deputados pretende votar um aporte de até R$ 4 bilhões aos sistemas de transporte público dos estados e municípios e a Assembleia Legislativa também analisa um projeto do Governo do Estado que cria, temporariamente, o Programa Cartão Social para o transporte metropolitano da Capital, que tem como objetivo aportar recursos necessários para a continuidade do funcionamento do sistema de transporte coletivo integrado metropolitano e oferecer auxílio aos moradores da Região Metropolitana de Curitiba que precisam se deslocar para a procura de um novo posto de trabalho ou para o atendimento de necessidades urgentes após a situação de emergência causada pela Covid-19. 

As empresas sinalizam para um colapso no setor caso não tenha qualquer apoio financeiro aos sistemas. “Não há melhor solução do que a tarifa zero. Estados e municípios não têm dinheiro para bancar um sistema de transporte público. Tem que ter um projeto analisado, debatido e aprovado no Congresso Nacional”, disse o ex-deputado Acir Mezzadri, presidente do IBT (Instituto Brasil Transportes).

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O IBT tem sido procurado por pré-candidatos a prefeitos e vereadores de todo o país e ressalta a importância do projeto de iniciativa popular Tarifa Zero, que prevê gratuidade no transporte público, como já funciona em 13 cidades brasileiras. “É um projeto que propõe a criação de um fundo nacional de transporte urbano, a ser formado com recursos de rubricas legais já existentes”, explica o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) que tem conversado com prefeitos e dirigentes do IBT.

“Já fizemos uma audiência pública sobre o tema na Assembleia Legislativa do Paraná. Temos que terminar a coleta de 1,5 milhão de assinaturas e protocolar o projeto na Câmara dos Deputados. A proposta é perfeitamente factível”, completa.

Garantia – O presidente do Instituto disse que uma das formas de financiamento do transporte público pode vir da Cide – a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, incidente sobre o comércio de combustíveis. “O sistema de transporte no Brasil, custa hoje R$ 46 bilhões e só a Cide arrecada R$ 72 bilhões”.

Mezadri afirma que o IBT fez estudos sobre essa viabilidade durante três anos. O estudo aponta que o Brasil tem hoje 39 milhões de usuários do transporte coletivo e outros 37 milhões de usuários estão excluídos do sistema devido ao alto valor das tarifas, “O transporte público do Brasil demonstra a profunda desigualdade social do país. Num universo de 150 milhões de brasileiros considerados economicamente ativos, o transporte público atende apenas 37% dos trabalhadores” disse.

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Com a aproximação das eleições municipais, os pré-candidatos dos grandes e médios centros urbanos devem incluir o Tarifa Zero na pauta da campanha. “Queremos o apoio de todos os futuros ocupantes dos cargos eletivos, seja de direita, esquerda ou centro, pois quem sairá ganhando é o povo trabalhador”, afirma Mezzadri.

“É necessário não apenas apoiar o projeto nacional, como também se comprometer em aplicar na sua cidade caso eleito”, completa.

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