Economia

Decisão sobre despesas públicos é da classe política, diz Guedes

Publicados

em


.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (15) que foi distorcida a informação sobre a criação do programa Renda Brasil e a desindexação de despesas públicas, que está sendo construída junto ao Congresso Nacional na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo.

Guedes lamentou a interpretação de veículos de imprensa de que o governo estaria com a intenção de congelar de congelar as aposentadorias para garantir recursos para o novo programa social que substituiria o Bolsa Família, pago a famílias que estão em situação de pobreza extrema e miséria.

“Estão fazendo conexão de pontos que não necessariamente estão conectados”, disse o ministro, durante participação virtual no evento Painel Telebrasil 2020. “O que estava sendo estudado é o efeito da desindexação sobre todas as despesas. Na hora que você constata que, para fazer um programa social um pouco melhor, você vai atingir alguém que é muito vulnerável, a decisão política é não prosseguir”, afirmou.

De acordo com Guedes, a proposta do novo pacto federativo deve incluir a desindexação, desobrigação e desvinculação dos orçamentos. Ou seja, os gestores públicos terão poder de decidir livremente em que área os recursos serão investidos. “A essência da política é decidir sobre a alocação dos gastos públicos, se vamos aumentar aqui, se vai dar para o Renda Brasil, se vai fazer segurança hídrica no Nordeste ou fazer infraestrutura, é decisão política”, argumentou.

Leia Também:  Mercado financeiro reduz projeção de queda da economia para 5,05%

Segundo o ministro, ao mesmo tempo, estava sendo discutido o movimento de aterrissagem do auxílio emergencial aos mais vulneráveis, pago durante a pandemia de covid-19, e a focalização dos programas sociais. “Havia a proposta de aterrissarmos em cima do programa Renda Brasil, que consolidaria vários programas públicos, como já foi feito antes, e poderia haver a aterrissagem em torno do nível um pouco acima do que era o Bolsa Família antigo”, disse.

Entretanto, diante das “distorções”, o presidente tomou a decisão e, após o fim do auxílio emergencial, em dezembro, o governo manterá o Bolsa Família como programa de distribuição de renda, garantindo o reajustes de aposentadorias e do benefício de prestação continuada (BPC) – auxílio pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

Guedes destacou ainda que, no pacto federativo, a proposta é a desindexação de todos os gastos e que, ao fazer isso, há uma parte que pode atingir os mais vulneráveis. “Evidentemente, politicamente, sempre pode ser decidido seguir [com] a indexação dos mais frágeis. Vamos continuar protegendo os mais frágeis.”

Leia Também:  Caixa abre 770 agências hoje das 8h às 12h

Cartão vermelho

Mais cedo, em publicação nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro já havia descartado a criação do Renda Brasil. “Eu já disse que jamais vou tirar dinheiro dos pobres para dar para os paupérrimos. Quem, porventura, vier a propor para mim uma medida como essa, eu só posso dar um cartão vermelho para essa pessoa. É gente que não tem um mínimo de coração, não tem o mínimo de entendimento como vivem os aposentados do Brasil”, disse.

Antes de sua participação no Painel Telebrasil, Guedes conversou com Bolsonaro para esclarecer a questão e disse que não há problema quando os estudos são divulgados na mídia, mas que é preciso entender a origem das informações. “E o cartão vermelho não foi pra mim, esclarecendo todo mundo, já conversei com o presidente hoje cedo”, disse.

Edição: Nádia Franco

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

Investir em franquias gastronômicas surge como opção com a queda dos juros no Brasil

Publicados

em

Por

Quando se fala em investimentos, o primeiro raciocínio é buscar soluções no mercado financeiro, seja com as opções de baixo risco (como poupança e CDBs) ou de médio e alto risco (fundos atrelados à Bovespa ou o próprio mercado de ações). Em 2019, por exemplo, a inflação brasileira foi de 4,31%, e a poupança rendeu 4,26%. Ou seja, quem aplicou na poupança teve um retorno inferior ao da inflação: em outras palavras, perdeu dinheiro. Há outros segmentos que podem gerar interesse de investidores, como o de gastronomia, especialmente em franquias que têm se destacado no país.

José Araújo Neto, fundador das redes Mr. Hoppy e Porks, que juntas contam com mais de 55 lojas espalhadas pelo país,vê nas franquias uma oportunidade de investimento tanto para quem já está à procura de opções quanto para um certo tipo de assalariado interessado em gerenciar o seu próprio tempo, ser seu próprio patrão e sair de uma rotina comercial estabelecida. “O tempo de retorno desse tipo de investimento gira de 8 a 12 meses, uma média histórica”, diz. “Todo investimento tem um risco, mas a gastronomia se apresenta como boa opção, pois se tratade um retorno muito mais rápido do que os tradicionais financeiros a que estamos acostumados”, complementa o empresário.

Leia Também:  Trabalhadores nascidos em dezembro recebem hoje crédito do FGTS

Com investimento entre R$ 130 e 180 mil para se abrir uma franquia, o porcentual de rentabilidade chega a 15% ao mês – algo em torno de R$ 15 mil líquidos para o investidor, retirando já os custos brutos (incluindo o investimento no negócio). “Estamos falando em torno de 120% de rentabilidade sobre o capital líquido ao ano, especialmente para um modelo de franquia com royalties fixos, que é o trabalhado pelo Mr. Hoppy e pelo Porks. Quanto mais recursos entram para o franqueado, mais fica para ele, independentemente do faturamento”, destaca Araújo Neto.

Perfil de empreendedor

Um assalariado que ganhe menos de R$ 10 mil ao mês e tenha recursos disponíveis para investir em uma franquia pode começar uma nova vida na gastronomia. Nesse contexto, Araújo Neto cita 10 características que um futuro empreendedor precisa considerar antes de ingressar nesta vida: (1) senso de negócio; (2) capacidade de tolerância; (3) flexibilidade e capacidade de adaptação; (4) visão empreendedora; (5) habilidade para resolver problemas; (6) relacionamento interpessoal; (7) liderança; (8) questionador; (9) corajoso; e, por fim, (10) alta capacidade de aprendizagem.

Leia Também:  Caixa abre 770 agências hoje das 8h às 12h

“Não há uma necessidade de ter todas essas características pessoais, mas de identificar algumas delas em seu perfil. Entendo que a habilidade para resolver problemas e ser questionador fazem um empreendedor andar para frente de fato. É levantando dúvidas sobre todos os processos que vamos identificando soluções para os problemas”, ressalta Araújo Neto.

Para o professor de finanças do ISAE Escola de Negócios, Pedro Salanek, as franquias são uma ótima opção para quem pretende empreender, mas exigem uma atenção especial dos investidores. “Estamos tratando de negócios em que o investidor consegue alinhar o fato de rentabilizar seu capital com o prazer de trabalhar em uma área que gosta. Em linhas gerais, é importante que o investidor fique bem atento aos contratos, conhecendo profundamente cada detalhe da franquia e de seus administradores. É fundamental que ele aposte em franquias idôneas, consolidadas no mercado e com um projeto de expansão bem fundamentado, e que permitam o compartilhamento de estratégias e decisões que foquem no crescimento da rede”, completa Salanek.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo