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Como o “novo normal” afetará o turista? Quais hábitos vamos adquirir?

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novo normal aeroporto
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Máscaras, álcool em gel, bagagem enxuta… Como será o novo normal no turismo?

Na ausência de uma cura ou um tratamento que seja comprovadamente eficaz contra o novo coronavírus, a perspectiva é de que teremos de conviver com ele, citado por muitos e já detestado por quase todos. Estamos falando do famigerado novo normal , que veio para ficar (por ora).

É novo normal para ir ao supermercado , é novo normal para fazer uma reunião de trabalho, é  novo normal para confraternizar com os amigos, é  novo normal até para tirar a roupa ao chegar em casa… É novo normal para viajar.

Seja daqui a dois meses ou só em 2021, embarcar em um avião ou botar o pé na estrada deve exigir alguns cuidados que você não tinha antes da pandemia virar o mundo de cabeça para baixo. Enquanto você planeja (na cabeça) sua próxima viagem, nós conversamos com criadores de conteúdo que trabalham com turismo para entender o que já é realidade e tentar prever o que pode vir por aí no setor.

Máscara de proteção

Não existe segredo aqui. Obrigatória em muitos estados do Brasil, a máscara passou a ser exigida, inclusive, pelas próprias companhias aéreas – Azul, GOL e Latam – desde maio, seguindo as orientações das autoridades de saúde. Mas precisa lembrar de levar a máscara? Gisella De Borthole, do programa Sonho e Destino, afirma que sim e justifica: “Tem quem esquece o passaporte”.

casal de viajantes Fernando e Gisella De Borthole
Divulgação

Fernando e Gisella De Borthole, apresentadores do programa Sonho e Destino


Álcool em gel

Quase que um melhor amigo da máscara, o álcool em gel é outro item que habita bolsas e bolsos há alguns meses. Na viagem não seria diferente. Para Lucas Estevam, que conta com mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes, as pessoas ficarão mais atentas, principalmente nos voos. “Mesmo antes de estourar a pandemia eu já passava álcool na mesa do avião porque é o lugar mais sujo . A gente vai ter que começar a cuidar do nosso próprio espaço”, avalia.

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Paciência. Sim, paciência

Não deveria ser necessária uma pandemia para pedir que as pessas tenham mais paciência, mas ela talvez nos obrigue a isso. Gisella comenta que é uma questão de cada um ter respeito e fazer sua parte, prestando atenções aos avisos e seguindo as determinações, o que não foi exatamente seguido em um voo recente que ela precisou pegar de Guarulhos para Florianópolis.

No caso, a tripulação avisou que o desembarque seria por fileiras para evitar que os passageiros ficassem todos em pé, juntos, aglomerados, enquanto a aeronave taxeava. “Comissário falou três vezes e não adiantou, todo mundo levantou”, lembra. Casado com Gisella, com quem divide a bagagem de 41 países visitados, Fernando De Borthole diz que as “regras só conseguem ser 100% seguidas se a pessoa tiver consciência, se ela entender o motivo pelo qual ela deve seguir”.

lucas estevam viajante
Instagram/estevampelomundo

Lucas Estevam

Outro ponto, este levantado por Estevam, é que, ainda que as atrações turísticas reabram suas portas para os turistas, elas provavelmente não vão operar com 100% da capacidade, o que pode gerar mais filas. A Torre Eiffel, por exemplo,  reabriu no último mês em Paris, mas permite que o visitante vá apenas até o segundo andar do monumento e de escada – elevadores estão fora de cogitação no momento.

Viagens com propósitos

Sabe aquela viagem digna de belas imagens no Instagram? Ela pode estar com seus dias contados. “Acho que a pandemia acabou fazendo as pessoas olharem para dentro nesse quesito. Vão pensar duas vezes, vão rever a forma como interagem com as redes sociais, vão se preocupar em viver, não só com a ostentação”, conta Estevam, que prevê um aumento de “viagens com propósitos, viagens de conexão”.

casal de viajantes
Divulgação

Viajando desde março de 2019, Ricardo Sorrenti e Juliana Maia tiveram os planos suspensos pela Covid-19


Seguro viagem e teste da Covid-19

Com a maior oferta de exames, Juliana Maia e Ricardo Sorrenti, do Divagando pelo Mundo, dizem acreditar que o resultado do teste de Covid-19 pode passar a ser tão importante quanto o passaporte e o visto. “Seguro viagem que tenha proteção à Covid-19 também pode começar a ser uma exigência”, completa Sorrenti. Fernando vai na mesma linha de Juliana e Ricardo, mas já pensando um pouco mais para a frente: “Quando sair a vacina, é levar carteira de vacinação, ela vai fazer parte do seu passaporte”.

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Bagagem mais enxuta

Medo de dez em cada dez turistas, o risco de ter a bagagem extraviada faz com que muitos escolham malas que não precisem ser despachadas. Agora, com o cenário da pandemia, Sorrenti diz que uma mochila mais compacta, que você não precisa despachar e, desta forma, entra em contato com menos gente, tende a fazer parte do planejamento de viagem.

Distanciamento social (e natural)

Defendido por autoridades de saúde, o distanciamento social tem tudo para se tornar um hábito para os que temem a Covid-19. Juliana, que está em Kampot, no Camboja, enquanto decide com o marido quais serão os próximos passos do casal, conta que eles têm tentado sentar longe das pessoas quando vão a restaurantes, por mais que não haja essa recomendação na cidade.

Aglomerações no aeroporto

Cenários de muitas chegadas e partidas, o aeroporto pode encarar uma nova dinâmica em um futuro próximo, uma dinâmica sem grandes despedidas ou comitês de boas-vindas para quem vai ou volta. “Acho que isso é muito relativo. Não tem como proibir de ir para o aeroporto, é aquela conscientização de ‘vamos evitar isso’ porque vai passar. O aeroporto está vazio, não tem ninguém, nesse momento é difícil falar isso, mas vale conscientizar que não é a hora”, explica Gisella.

Fonte: IG Turismo

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5 coisas sobre a Rússia que você só descobre viajando para lá

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Em maio de 2019, a publicitária Marcella Balbieri, 25 anos, passou 6 dias viajando pela Rússia sozinha — três dias em Moscou e três em São Petersburgo. Apesar do país não estar na lista dos destinos mais visitados por brasileiros , Marcella garante que a viagem vale a pena, principalmente se você é fã de história. 

mulher na rússia
Arquivo pessoal

Marcella Barbieri passou seis dias viajando pela Rússia sozinha

Inclusive, foi por isso que ela escolheu ir para lá. “A parte histórica sempre me interessou bastante, principalmente a Revolução Russa”, fala. Marcella conta que a história foi algo presente em toda a viagem. “Você passa por construções tão imponentes e fica na dúvida se é um ponto turístico, um marco histórico ou ‘só’ mais um prédio. Tudo muito bem cuidado e com reflexo da imponência soviética”, conta sobre Moscou, capital russa.

Marcella compartilhou os detalhes da viagem em sua conta no Instagram (@aondevaimarcella) e conta ao iG Turismo o que mais surpreendeu seus seguidores e os fatos que só descobriu indo até lá. Veja:

1. As estações de metrô são verdadeiros museus

As estações de metrô de Moscou são conhecidas como “Palácio do Povo” por serem verdadeiros museus. “Em Moscou, especificamente, tem um dos metrôs mais antigos do mundo, construídos por Stálin. São lustres imensos, esculturas, vitrais, mosaicos… É surpreendente ver tudo isso dentro de ambientes urbanos e integrados à rotina das pessoas”, comenta. Veja fotos:

Ver essa foto no Instagram

As estações de metrô de Moscou são quase museus, olhem só. Não é à toa que são conhecidas como Palácio do Povo. Fazer um tour pelas estações mais bonitas é um passeio barato (com um ticket você visita tudo – 55 rublos, menos de 1 euro) e que vale a pena. Dica: para não se perder, anote sempre a cor da linha e o seu respectivo número. Aqui todas as estações que visitei: 1 – Arbatskaja 2 – Elektrozavodskaja 3 – Ploscad Revoljucii 4 – Kievskaja 5 – Belorruskaja 6 – Novoslobodskaja 7 – Komsomolskaja 8 – Mayakovskaya 9 – Teatralnaya . . . . . . #RussiaTem #turisteinomundo #vidademochileiro #vidamochileira #viajarsozinha #mulheresviajantes #viagemestadao #bemvindosabordo #mosmetro

Uma publicação compartilhada por Marcella Barbieri ▪︎ Viagens ✈ (@aondevaimarcella) em 7 de Mai, 2019 às 2:07 PDT

2. É um país seguro para turistas

O que mais surpreendeu a publicitária em toda a viagem foi a segurança da Rússia. “Viajei sozinha e, sendo mulher, a segurança é uma questão constante. Mas me senti segura para passear à noite, andar de transporte público tranquilamente, sair para beber sozinha e dividir quarto em hostel”, conta. 

Porém, é preciso lembrar que a Rússia pode ser considerada um país inseguro para pessoas LGBTQIA+. Em 2013, foi aprovada uma lei “contra a propaganda homossexual” e, desde então, os crimes contra a comunidade LGBTQIA+ aumentaram .

Marcella conta que nos seis dias de viagem só viu dois casais homoafetivos. “O fato de ter visto só esse número acho, por si só, preocupante. Acredito que, possivelmente, é um lugar arriscado, mas não vivenciei/presenciei nenhum episódio de homofobia”. 

3. As redes de fast food são realmente boas

Redes de fast food costumam ser opção nas viagem por conta da praticidade, mas nem sempre o sabor é dos melhores. Na Rússia, porém, essas comidas vão te surpreender. Marcella indica duas redes:

  • Teremok (Теремок)

“É uma rede com comida típica russa. É uma boa opção porque no cardápio tem foto dos pratos e tem a versão em inglês. Além disso, o preço é bem em conta”.

  • Mumu

“É como se fosse um bandejão. Serve café da manhã, almoço e janta. A vantagem é que você não precisa se comunicar para conseguir montar o seu prato e, vendo os alimentos, também não passa perrengue com o cardápio. O preço também é acessível”.

4. O estrogonofe de lá é bem diferente do brasileiro

O estrogonofe é um prato clássico da Rússia, mas bem diferente do que comemos aqui no Brasil. “Não vai ketchup ou molho de tomate. É bem clarinho e com coalhada. O que eu provei tinha picles e veio acompanhado com purê, sem arroz. Só tem a versão de carne e sem batata palha, claro”. 

strogonoff
Arquivo pessoal

Strogonoff da Rússia

5. Ninguém vai falar em inglês com você

Este é um fato importante de saber antes de viajar para lá. Ao contrário de muitos países, em que você consegue se virar bem com o inglês, o idioma é praticamente inútil na Rússia. “Falar em inglês lá é o mesmo que nada”, conta Marcella. Porém, um bom planejamento vai te salvar dos perrengues. “Não falo nada de russo e não estudei o alfabeto antes (o que costuma ser uma recomendação, mas não tive paciência). Planejei 100% cada passo e me virei super bem”, diz.

Fonte: IG Turismo

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