Política Estadual

Comissão de Ciência e Tecnologia fecha o ano registrando a presença de dois ministros

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A presença do ministro de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Marcos Pontes, foi o ponto alto de um ano de intensos trabalhos da Comissão de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da Assembleia Legislativa do Paraná, presidida pelo deputado Emerson Bacil (PSL). O representante do Executivo federal debateu em uma reunião informal com reitores das universidades estaduais paranaenses e membros do setor produtivo o anteprojeto da Lei de Inovação do Estado do Paraná.

“Para 2020 temos uma perspectiva de muito trabalho. Tivemos em 2019 a visita de dois ministros de Ciência e Tecnologia. Marcos Pontes, do Brasil, e o de Portugal, com quem assinamos um acordo de cooperação com o Governo do Estado”, afirmou Bacil sobre a audiência pública promovida pela Comissão em agosto para discutir a Lei de Inovação com o ministro de Ciência e Tecnologia português, Manuel Frederico Tojal de Valsassina Heitor. “No ano que vem vamos trabalhar mais ainda para dar mais luz ao projeto do Poder Executivo estadual”, disse Bacil.

Foram ainda sete reuniões ordinárias para deliberar projetos pertinentes ao tema e três audiências públicas no total. O manejo de araucárias oportunizou a interlocução entre ambientalistas e produtores, mais estudiosos da academia, sobre as técnicas de plantio e necessidade de preservação dos bosques remanescentes da árvore símbolo do Paraná. Outra discussão se deu sobre o projeto de lei que pretendia proibir no estado a fabricação e comércio de canudos de material plástico descartáveis (186/2018).

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O projeto de lei que propunha no Paraná da Escola sem Partido (606/2016) recebeu atenção especial em uma audiência pública e reuniões. “Pudemos dar mais voz e vez a toda a comunidade, tanto aos favoráveis quanto aos contrários ao projeto”, garantiu Emerson Bacil, falando do papel da Comissão no fomento à discussão dos temas ligados à vida acadêmica. Foram ouvidas as universidades, alunos, sindicatos de professores e associações, além do Ministério Público.

Fazem parte, como titulares da Comissão de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior ainda os deputados: Evandro Araújo (PSC), vice-presidente; Delegado Jacovós (PL); Luiz Fernando Guerra (PSL); Nelson Justus (DEM); Professor Lemos (PT); e Tiago Amaral (PSB).

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Política Estadual

Projeto prevê a instalação de placas informando motivos da paralisação de obras públicas

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As obras públicas que ficarem paralisadas por mais de 90 dias terão que receber uma placa informativa com a exposição dos motivos da interrupção dos serviços, data da paralisação e uma previsão de data para a retomada dos trabalhos. A proposta do deputado Luiz Fernando Guerra (PSL) tem como objetivo garantir a aplicação do que prevê a Constituição e a transparência total sobre os atos do poder público.

De acordo com o projeto de lei nº 258/2019, além de instalar a placa informativa, a empresa contratada para a execução da obra também terá que encaminhar para a Assembleia Legislativa do Paraná e para o Tribunal de Contas do Estado um relatório sobre o estágio das obras e as razões pelo não cumprimento do prazo. Todas essas informações também terão que estar disponíveis no Portal da Transparência, permitindo que todo cidadão possa ter acesso e fiscalizar o uso do dinheiro público.

“Acreditamos que a divulgação por meio da colocação de placas em obras públicas paralisadas dos motivos relacionados à sua interrupção, previsão para retomada das obras e os contados do órgão responsável é uma medida imprescindível para garantir transparência à sociedade. Assim, toda a população do Estado pode conhecer, ter acesso e, principalmente, auxiliar no controle da gestão do dinheiro público no Paraná”, afirma Guerra.

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O parlamentar esclarece que a Constituição estabelece no art. 5°, XXXIII, que “todos têm o direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”. Na justificava do projeto, Guerra ainda cita a lei federal nº 12.527/11, conhecida como Lei de Acesso à Informação que em seu artigo 8º estabelece que “é dever dos órgãos e entidades públicas promover, independentemente de requerimentos, a divulgação em local de fácil acesso, no âmbito de suas competências, de informações de interesse coletivo ou geral por eles produzidas ou custodiadas”.

Para Guerra, promover a transparência e deixar claro à sociedade os motivos pelos quais as obras foram paralisadas é de extrema importância. “Obra pública parada é sinônimo de desperdício. A população tem o direito de saber o real motivo da paralisação e quando as mesmas serão retomadas”.

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Estudo – Um levantamento divulgado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) revelou que o Paraná é o 9º estado com o maior número de grandes obras públicas paralisadas no País. Os dados foram levantados por diversos órgãos de controle do país, entre eles o Tribunal de Contas do Estado do Paraná, em parceria com o CREA/PR (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná).

O Brasil possui 2.555 obras públicas paralisadas com custo individual superior a R$ 1,5 milhão, que resultam num total contratado de R$ 89,56 bilhões. Do conjunto dessas obras, 137 (ou 5,4%) são de responsabilidade das administrações municipais e estadual paranaenses, contando com um orçamento global de R$ 691,2 milhões, conforme informações publicadas recentemente pelo TCE-PR. Desse total, R$ 303,5 milhões (ou 43,9%) já deixaram os cofres públicos para custear os trabalhos.

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