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Colômbia pode ter greve geral nesta quarta-feira

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Hoje é o 12º dia de paralisações e protestos na Colômbia. Enquanto o governo de Iván Duque tenta organizar uma ampla agenda de conversas com diversos setores ao longo da semana, o Comitê Nacional de Paralisações anuncia nova greve geral para a próxima quarta-feira (4).

Na semana passada, o presidente colombiano recebeu, na Casa de Nariño, sede do governo, representantes de diferentes setores da sociedade, dispostos a colaborar com o que ele chama de Grande Diálogo Nacional.

Hoje (2), Duque se reunirá com os coordenadores de cada um dos seis eixos de trabalho definidos para este diálogo. Os eixos de trabalho são crescimento, transparência e luta contra a corrupção, educação, paz, meio ambiente e fortalecimento das instituições.

No entanto, o governo vem enfrentando resistência por parte do Comitê Nacional de Paralisações, que discorda da divisãos dos diálogos por temas/eixos.

Para Alejandro Palacio Restrepo, membro do Comitê e presidente da Associação Colombiana de Estudantes da Educação Superior (Acrees), o governo erra ao fazer negociações setorizadas. Integrantes do Comitê exigem uma ampla mesa de negociação e afirmaram que vão continuar com as greves e paralisações enquanto o governo não decidir mudar de estratégia.

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Fazem parte do Comitê algumas associações de estudantes e sindicatos de trabalhadores, que têm grande poder de mobilização no país.

O diretor do Departamento Administrativo da Presidência e coordenador do Grande Diálogo nacional, Diego Molano, afirmou que a ideia é continuar com as reuniões de acordo com os eixos definidos com o presidente.

Segundo Molano, o governo se reunirá amanhã (3), com ambientalistas e especialistas em meio ambiente.

Na quarta-feira (4) será a vez do eixo de crescimento. Na quinta (5), o tema será o combate à corrupção e, na sexta-feira (6), serão discutidos os eixos da paz e da educação, que devem abrir espaço para os estudantes e os indígenas.

O governo informou que, ainda esta semana, será lançada uma plataforma digital para que os cidadãos possam enviar suas propostas para o país.

Edição: Maria Claudia
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Internacional

Austrália fecha fronteira estadual pela 1ª vez em 100 anos

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A fronteira entre os dois Estados mais populosos da Austrália fechará a partir de terça-feira por tempo indeterminado, disse o premiê do Estado de Vitória, Daniel Andrews, nesta segunda-feira, devido a um surto local de coronavírus.

A decisão marca a primeira vez em que a divisa com a vizinha Nova Gales do Sul foi fechada em 100 anos – autoridades impediram a circulação entre os dois Estados em 1919, durante a pandemia de gripe espanhola.

O número de casos de Covid-19 de Melbourne, a capital de Vitória, aumentou nos últimos dias, o que levou as autoridades a imporem ordens rígidas de distanciamento social em 30 subúrbios e a colocar nove torres de moradias públicas em isolamento total.

O Estado relatou 127 infecções novas por Covid-19 de domingo para segunda-feira, seu maior aumento de um dia desde que a pandemia começou, e também uma morte, a primeira do país em mais de duas semanas, o que elevou o total nacional a 105.

“É a decisão sensata, a decisão certa neste momento, dados os desafios significativos que enfrentamos para conter o vírus”, disse Andrews aos repórteres em Melbourne ao anunciar o fechamento da fronteira.

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Mas a interdição provavelmente será um golpe na recuperação econômica da Austrália, que ruma para sua primeira recessão em quase três décadas.

Andrews disse que a decisão de fechar a fronteira, que entra em vigor às 23h59 de terça-feira, foi tomada juntamente com o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, e com a premiê de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian. A única outra divisa interna de Vitória, com o Estado da Austrália do Sul, já está fechada.

A Austrália está se saindo melhor do que muitos países durante a pandemia de coronavírus, já que teve pouco menos de 8.500 casos até o momento, mas o surto de Melbourne causou alarme. O país relatou uma média de 109 casos diários na semana passada – na primeira semana de junho a média foi de somente 9 casos diários.

Edição: Maria Claudia

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