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Café especial paranaense é premiado em concurso nacional

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O café produzido em Japira, no Norte do Paraná, conquistou o 2º lugar no 16º Concurso Nacional Abic de Qualidade do Café – Origens do Brasil – Safra 2019, que recebeu inscritos de sete estados brasileiros. Os produtores são o casal Ossi Cruz de Oliveira Lima e Francisco Barbosa Lima, do Sítio Fortaleza.

Os cafés finalistas foram avaliados por um júri técnico composto por provadores e especialistas, responsáveis por 90% da nota final, enquanto o critério de Sustentabilidade corresponde aos 10% restantes.

O lote de café Arábica, Cereja Descascado, da variedade Arara, sobressaiu-se com as características sensoriais de Especiarias, Frutado e Baunilha. A pontuação da Abic foi de 8,81, muito próxima do primeiro colocado, da Bahia, que somou 8,92 pontos. Os vencedores participaram de um leilão nesta semana, e o café paranaense teve duas sacas vendidas por R$ 3,8 mil cada – valor seis vezes maior do que conseguiriam no mercado comum. Eles são responsáveis pela marca Café Pecatto, comercializado em Londrina.

Desde 1981, o casal mantém uma propriedade com 29 hectares de café. Com anos de dedicação, não é a primeira vez que recebem esse reconhecimento. Em 2012, Ossi venceu o prêmio estadual promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar- Emater. Também já foram finalistas em outros concursos, como o da Associação Brasileira de Cafés Especiais (ABCA).

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Barbosa atribui o sucesso às boas condições de clima da região, com altitude próxima de 760 metros e temperatura média anual de 20º. Ele é engenheiro agrônomo e dedicou-se ao café durante toda a vida profissional.

Já Ossi é sua maior parceira na gestão da propriedade e na preparação do produto, rotulação e comercialização. “Tenho 70 anos e nasci dentro da fazenda. Sou neta, filha, sobrinha e irmã de cafeicultores. E me casei com um agrônomo, apaixonado por café. O prêmio é o resultado de um trabalho de muitos anos nessa atividade, estamos felizes e realizados”, diz a produtora.

ASSISTÊNCIA – “Embora pequena, a produção paranaense vem ganhando destaque pela qualidade, divulgando nossa agricultura para todo o País”, disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. O secretário-executivo da Câmara Setorial do Café, Paulo Franzini, diz que a projeção do Paraná é resultado de um longo trabalho da Secretaria e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná- Iapar-Emater, que promove o Concurso Café Qualidade Paraná há 17 anos, por meio da Câmara Setorial do Café, incentivando a produção de cafés especiais e a participação em outros concursos nacionais. “Temos verificado que muitos produtores já estão num nível diferenciado, especialmente na sustentabilidade da produção, que é o caso de Japira. É importante que a Secretaria continue incentivando, com foco na diversificação e na qualidade da produção estadual”, explica Franzini .

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TRADIÇÃO – O Café do Norte Pioneiro foi o primeiro produto a obter o registro de Indicação Geográfica (IG) junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

A tradição e a importância do produto para o desenvolvimento da região são fatores que impulsionaram essa conquista, obtida em 2012. Os produtos com registro de Indicação Geográfica são aqueles com características diferenciadas por serem produzidos em uma região ou território específicos. Isso estimulou a organização dos pequenos produtores e tem ajudado a movimentar a economia da região.

CONCURSO – Todos os cafés foram avaliados sob a metodologia do Programa de Qualidade do Café Abic – PQC, pelo Júri Técnico composto por Camila Arcanjo, do Grupo de Avaliação de Café-SP, Gina Cardozo e Kátia Cipolli, do Instituto de Tecnologia de Alimentos – ITAL, e por Cicera Araujo, Isabela Custódio e Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes.

Os produtores campeões serão premiados em uma cerimônia no dia 15 de abril, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília.

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Contabilidade pública é ferramenta de transparência e tomada de decisão

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A Contabilidade Pública é um instrumento fundamental não apenas para a prestação de contas protocolar e obrigatória, mas para a transparência dos órgãos estatais e, especialmente, para a tomada de decisão dos gestores governamentais. Esta foi uma das principais conclusões do webinar  Contabilidade Pública – Instrumento de mensuração da eficiência e da economicidade no gerenciamento dos recursos, realizado nesta terça-feira no perfil da Secretaria da Fazenda no Youtube. O evento foi alusivo ao Dia do Contador, comemorado em 22 de Setembro.

O secretário Renê Garcia Junior lembrou das origens da Contabilidade moderna, criada no século XIII pelo frade franciscano Luca Pacioli com o método das partidas dobradas, e ressaltou a evolução da ciência contábil até os dias de hoje. “Tudo o que acontece no setor público, dos gastos à política de investimentos, dependem dela. O resultado não pode ser uma mera prestação de contas: a contabilidade expressa de forma precisa o que ocorreu e reúne os elementos para a tomada de decisão. Olhar para o passado, entender o presente e criar elementos para o futuro são os preceitos básicos da boa contabilidade pública”, disse.

Esta nova visão sobre o trabalho do profissional de contabilidade, especialmente no poder público, também foi compartilhada pela Contadora-Geral do Estado, Cristiane Berriel. Para ela, os contadores dos órgãos estatais não podem se limitar a entregar relatórios formais e respeitar prazos – o desafio que se impõe no século 21 é, justamente, ir além. “A estrutura conceitual das normas ao setor público quanto aos relatórios contábeis de propósito geral diz que a contabilidade pública deve avaliar se o ente público utilizou os recursos com economicidade e se os aplicou com eficiência. É muito mais que entregar relatórios: cabe aos contadores públicos um papel de protagonismo na gestão”, defendeu.

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PEQUENOS MUNICÍPIOS – O representante do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-PR), Decio Cardim, abordou o grande hiato que há entre as administrações estaduais e grandes cidades em relação aos pequenos municípios. Para ele, é preciso trilhar um longo caminho ainda para que todos cheguem a esse mesmo nível de excelência apresentado hoje pelo Estado do Paraná. “Em municípios pequenos não há estrutura para o contador – o que causa muitas dificuldades para cumprir prazos e elaborar obrigações como o Plano Plurianual, relatórios e outras exigências da Secretaria do Tesouro Nacional. A realidade pelo interior do país é bem diferente”, avaliou.

Mas a classe, está promovendo esforços no sentido de qualificar os profissionais. “Estamos formando comissões e grupos de estudo nas diversas regiões do Paraná, pois capacitação é fundamental. Queremos enriquecer o papel do contador, para podermos ser mais respeitados. Muitas vezes é preciso capacitar também os próprios prefeitos e secretários, que por vezes são bons políticos, mas não conhecem nada de administração pública”.

INSTRUIR – Ciente destas dificuldades, a Diretora-Geral do Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR), Luciane Maria Gonçalves Franco, lembrou que o órgão tem ampliado seu leque de observância nas prestações de contas, muito mais focado em ensinar e instruir do que em punir. “Estamos visitando estas cidades, trocando informações. É realmente preciso capacitar esses profissionais”, reforçou. Para ela, o Governo do Paraná está muito bem neste quesito. “A técnica que a Secretaria da Fazenda e a Contabilidade-Geral do Estado vêm adotando, e a forma como estão repassando informações para os outros órgãos, mostra que estamos no caminho certo”, disse. Agora o grande desafio, em sua opinião, é apresentar os dados de forma cada vez mais entendível para o cidadão comum.

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Essa, da mesma forma, é a visão da Chefe de Gabinete da Secretaria da Fazenda, Lilian Alves – que também é contadora de formação. “Precisamos nos perguntar como transformar essa informação para entregar o cidadão. Precisamos atrair o interesse das pessoas e dar acesso às informações. Este é um desafio das Casas de Contas de todo o Brasil”, completou.

REVOLUÇÃO NA PANDEMIA – A situação de exceção criada pela pandemia de Covid-19 exigiu ainda mais das administrações no que tange à prestação de contas de gastos e aquisições. O controlador-Geral do Estado, Raul Siqueira, lembrou que a CGE distribuiu Cadernos de Orientação a gestores de todo o Paraná, de forma que todos possam ter ciência das normas legais vigentes durante a o estado de calamidade.

Todos os relatórios de auditoria estão disponíveis de forma centralizada e resumida no site do órgão. “Queremos levar sistemas de controle e transparência a todos os municípios do estado. E para isso é muito importante trabalhar em consonância com a Secretaria da Fazenda e a Contabilidade-Geral”, ressaltou Siqueira.

“Esse momento foi muito importante, pois tivemos que reavaliar, rever a metodologia e criar ferramentas que ajudassem os governantes a tomar decisões e os cidadãos a ficar informados durante a pandemia”, finalizou a Contadora-Geral Cristiane Berriel.

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