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Brasil abre o dia com bronze no Mundial de Atletismo Paralímpico

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A primeira medalha para o Brasil no Mundial de Atletismo Paralímpico, em Dubai (Emirados Árabes Unidos), veio nesta madrugada com Izabela Campos, que conquistou o bronze na prova de lançamento de disco para mulheres classe F11 (deficiências visuais). O arremesso da atleta foi o terceiro melhor: 34m28. O ouro ficou com a italiana Assunta Legnante (37m89) e a prata com a chinesa Liangmin Zhang (36m78).

Logo mais, às 13h13, três brasileiros vão disputar a final dos 100m masculino classe T47 (deficiência membros superiores): Petrúcio Ferreira dos Santos, Washington Junior e Yohansson Nascimento se classificaram nesta madrugada para decidir o título.

Também nas primeiras horas desta manhã, os brasileiros Daniel Mendes da Silva, Felipe de Souza Gomes e Lucas Prado garantiram presença nas semifinais da prova dos 100m T11 (deficiências visuais), que serão realizadas daqui a pouco, às 13h06.  Quem avançar, disputa a final amanhã (13), às 11h36.

A baiana Taschita Oliveira Cruz também brilhou nesta madrugada: ela assegurou presença na final dos 100m para mulheres classe T36 (comprometimentos nos membro superiores,  decorrentes de paralisia cerebral) . A brasileira fez o melhor tempo (14s01), seguida da ucraniana Yelyzaveta Henkina (14s83) e da argentina Yanina Andrea Martinez (14s30).  A final será amanhã (13), às 11h28.

Edição: Guilherme Neto
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Coluna – Paradesporto militar: um resgate histórico

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Durante uma semana 19 militares, alguns reformados, mas outros ainda na ativa apesar de terem algum tipo de deficiência, participaram da terceira edição do acampamento militar paralímpico, em São Paulo. Em apenas uma semana, eles foram apresentados a 11 modalidades, descobrindo o potencial para a prática do esporte adaptado.

A atividade não se limita aos membros das Forças Armadas. Policiais militares e também guardas civis – incluídos pela primeira vez, tiveram a oportunidade de praticar diferentes esportes, além de trocarem experiências e receberem mais informações sobre o paradesporto.

A ligação entre o esporte paralímpico e os militares é histórica. Um dos pioneiros do paradesporto é o médico judeu Ludwing Guttmanm, que usou as atividades esportivas para recuperar pacientes que haviam sofrido mutilações durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1948, Guttmann realizou a primeira competição, com os pacientes dele, em um hospital na Inglaterra. Quatro anos depois, o embrião dos Jogos Paralímpicos já tinha ares internacionais, com mais de cem inscritos. Dali até a primeira edição dos Jogos Paralímpicos, em 1960, foi uma questão de tempo.

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Dentre os vários pontos a se destacar do acampamento está a presença de técnicos e até mesmo de atletas paralímpicos que integram as seleções nacionais, nas oficinas das quais os militares fazem parte. E, vale lembrar, que o acampamento não fica apenas nas vivências práticas: há ainda momentos de diálogo e de apresentações teóricas, importantes para que a compreensão do paradesporto como fenômeno seja completa.

Um Centro de Treinamento de ponta, como é o caso da estrutura que o CPB mantém em São Paulo, tem como objetivo final a busca de medalhas em eventos internacionais e a evolução do esporte de alto rendimento. Mas iniciativas como o acampamento militar mostram que é possível ir além. É óbvio que dentre os participantes do acampamento pode surgir algum talento excepcional. Mas isso seria apenas uma consequência. O objetivo principal, ali, é mostrar aos militares que a prática esportiva, mesmo após adquirir uma deficiência física, é possível. 

#deolhonabase

A partir desta terça-feira (19) o Centro de Treinamento Paralímpico recebe as Paralimpíadas Escolares. Jovens de todos os estados do país estarão em ação, observados de perto por integrantes da elite do esporte nacional. Vale a pena acompanhar.

Edição: Verônica Dalcanal
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