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Ator Rainer Cadete é o entrevistado do programa Impressões

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Ele é brasiliense e estreou nas telas fazendo comédia. Com várias novelas no currículo, já subiu aos palcos e agora ganha as telas do país em sua mais recente atuação no filme Carcereiros. Rainer Cadete interpreta o Príncipe, chefe de uma facção de um presídio. Inspirado no livro de mesmo título de Drauzio Varella. O filme estreou em todo o país no último dia 28.

Em entrevista ao programa Impressões, que vai ao ar nesta segunda-feira (2) às 21h na TV Brasil, o ator Rainer Cadete diz que Carcereiros é um filme diferenciado por causa da quantidade de efeitos especiais. O ator acredita que a obra vai além da estética e também suscita um debate social. “Além de ser um filme de entretenimento, ele também joga luz para um lugar em que as pessoas não falam muito, não se preocupam muito, que está muito à margem da sociedade, que são os presídios do país. Eles estão em estados deploráveis e já foram feitos não para restaurar ninguém, não para reestabelecer, não para incluir ninguém na sociedade. Mas foram feitos como depósito humano mesmo”. Para Cadete, “além de um entretenimento de alto nível, de muita ação e de muita bomba e confusão, também tem um fundo social, importante para levantar um debate saudável”.

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O longa-metragem conta a história de um carcereiro, interpretado pelo ator Rodrigo Lombardi, que é avesso à violência e tenta garantir a paz no presídio. “O filme todo se passa numa noite dentro desse presídio. Uma noite que parece ser sem fim”, diz Rainer.  A chegada de um terrorista internacional culmina numa rebelião na penitenciária, que já vivia o terror devido à rivalidade entre facções criminosas. Para Rainer Cadete, esse é um cenário que não se restringe apenas às telas de cinema. “Acho que a sociedade que está ali reflete muito do que está fora. O carcereiro também fica enclausurado. Acho que tem muito a ver essa coisa do descaso, do que está à margem, não ter voz, desse depósito humano. Essas coisas para mim são bem fortes, mas refletem muito o que está acontecendo fora dos presídios também”.

Rainer não esconde a alegria de trabalhar com José Eduardo Belmonte, que também já esteve à frente de outra produção em 2014, o filme Alemão, maior sucesso comercial do diretor. O ator não imaginava que 13 anos depois de seu encontro com o diretor, estaria numa produção de Belmonte. “Em 2006, assisti a um filme do José Eduardo Belmonte que é o nosso diretor, que também é daqui de Brasília, um filme chamado A concepção. Quando terminou o filme, fui até o Belmonte e falei: quero trabalhar com você”.

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Para viver o personagem, o ator passou por um processo de imersão e de preparação: “Li o livro, assisti à série, vi o documentário e também fui à Papuda (Complexo Penitenciário do Distrito Federal) aqui em Brasília. A minha mãe é agente penitenciária, trabalha na Secretaria de Segurança”, conta Rainer. Ele lembra que um dos grandes desafios vividos por ele no filme, foi com a maquiagem. “Eu fiquei com o corpo inteiro queimado. Quando eu terminei de me caracterizar e olhei no espelho meu deu até uma agonia”.

O ator revela que está ansioso para voltar a atuar no teatro. A última peça feita por ele foi O louco e a camisa, comédia dramática do escritor argentino Nelson Valente que fala da loucura, hipocrisia e relações familiares.  “Sempre que tem uma história bacana, um personagem transformador, independente da plataforma, eu quero fazer, me apaixono e vou de corpo e alma”, conclui Rainer.

 

Edição: Graça Adjuto
Fonte: EBC Geral
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Igrejas do Rio retomam missa com a presença de fiéis

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Após três meses fechadas para evitar aglomerações, devido à pandemia de covid-19, igrejas, templos e demais atividades religiosas puderam reabrir hoje (4) no Rio de Janeiro para cultos, missas e rituais com a presença de fiéis.

Na missa da manhã na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, na região central da cidade, os fiéis encontraram marcações no chão para indicar a distância que deveriam manter antes de entrar no templo, totem para higienizar as mãos com álcool em gel e medição da temperatura.

O espaço interno da Catedral teve a capacidade reduzida de 5 mil para 1,3 mil pessoas, com os bancos agrupados de dois em dois para evitar o uso e marcações para distanciamento nos assentos.

A Igreja Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, na zona sul, fez missas com duração de 20 minutos hoje. Um aviso no site da paróquia informa que o uso da máscara é obrigatório, podendo ser retirada apenas para a comunhão.

A igreja recomenda às pessoas que pertencem ao grupo de risco ou que ainda não se sintam à vontade para retornar à missa presencial, que acompanhem a celebração online e utilizem o aplicativo para se confessar ou para comunhão.

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Mas nem todas retornaram. A Catedral Metodista do Rio de Janeiro, no Catete, informa que vai permanecer sem missas presenciais durante o mês de julho. As celebrações são transmitidas ao vivo pela internet às quintas-feiras 17h50 e aos domingos às 11h e às 19h30.

Corresponsabilidade

Após uma noite com bares cheios na última quinta-feira (2), o segundo dia de retorno desses estabelecimentos, depois de mais de três meses fechados devido à pandemia de covid-19, foi mais tranquilo e com menos aglomerações. A prefeitura fiscalizou 26 locais na noite de ontem (3), aplicando 28 multas.

Três bares na Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, foram interditados por ter aglomeração. Um bar em Botafogo e quatro no Leblon foram multados por colocar mesas e cadeiras de forma irregular, promovendo a aglomeração e a ocupação ilegal.

Somados às ações de quinta-feira, foram ao todo 127 pontos comerciais vistoriados e 99 infrações aplicadas por irregularidades como aglomeração, falta de insumos para a higienização das mãos e o não cumprimento do distanciamento de dois metros entre mesas e pessoas.

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O superintendente de Educação e Projetos da Vigilância Sanitária, Flávio Graça, destaca que o dono do estabelecimento é corresponsável pelas aglomerações no entorno do bar.

“Se o bar está dando a bebida na mão dos clientes, e as pessoas estão se aglomerando nas ruas, ele também está promovendo aglomeração. Então ele é corresponsável e tem que parar a operação. A gente está orientando sobre isso, porque alguns estão pensando que se o problema está acontecendo fora do estabelecimento eles estão livres de infrações, mas não estão.”

A prefeitura alerta que apenas ambulantes autorizados podem trabalhar com comércio de rua na cidade. Quem não estiver legalizado pode ter a mercadoria apreendida.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Geral

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