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Assembleia aprova projeto que concede título de capital tecnológica e inovadora do Paraná a Pato Branco

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A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou nesta terça-feira (6), em primeira votação, o projeto de lei 274/2020 do deputado estadual Luiz Fernando Guerra (PSL), que concede à cidade de Pato Branco o título de Capital Tecnológica e Inovadora do Paraná. A proposta prevê ainda que seja inserido no Calendário de Eventos Oficiais do Estado a comemoração do título durante a Semana de Tecnologia e Inovação, celebrada anualmente entre os dias 16 e 22 de outubro.

Com uma população superior a 80 mil pessoas, Pato Branco é referência em tecnologia. A ligação da cidade com a tecnologia iniciou-se há 20 anos, com a implantação do antigo Cefet, atual Universidade Tecnológica Federal (UTFPR), e fortaleceu-se com a criação, no ano de 2013, da primeira Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado.

Se destacando como um polo regional de educação, com mais de 90 cursos e indústrias de softwares, aparelhos e componentes eletrônicos, foi possível tornar realidade a instalação do Parque Tecnológico, em 2016. Atualmente a estrutura abriga 19 empresas incubadas, três em processo de instalação, além de cinco empresas nos laboratórios industriais, gerando 141 empregos, entre estagiários, empresários e funcionários.

De acordo com a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, em virtude da crescente demanda de empresas que buscam migrar para o Parque Tecnológico, há um projeto em andamento para ampliar o local para mais 14 módulos industriais, aumentando em mais de 7.500 metros quadrados de construção.

“O desenvolvimento sustentável de qualquer região passa pela tecnologia, inovação e ciência aplicada em diversos setores. E este vem sendo o papel do Parque Tecnológico de Pato Branco que é uma infraestrutura modelo, voltada à pesquisa, extensão e incubação de empresas de base tecnológica. Ao reunir empresas e desenvolvedores destes produtos e serviços em um espaço planejado, o Parque vem produzindo um impacto positivo no desenvolvimento regional, estimulando a abertura de novas empresas e geração de emprego e renda”, frisou o deputado Guerra.

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Iniciativas empreendedoras também contribuíram para que o município se destacasse na área tecnológica, como a organização da Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação – Inventum, realizada desde 2013. O evento, o maior deste tipo no Estado, é uma iniciativa de diversas entidades e mostra a produção científica, tecnológica e as inovações geradas em Pato Branco nesta área. No ano de 2017 em paralelo à Inventum, a cidade foi a primeira do interior de um país a abrigar a Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologia e inovação do mundo, no formato de Campus Weekend.

Destaque – A tecnologia e a inovação fazem parte do dia a dia dos pato-branquenses, que têm à disposição internet livre e árvore digital na praça central; o programa Clique Conhecimento, com tablets para alunos dos 4º e 5º anos; rede de fibra ótica, prontuário eletrônico integrado na Saúde; oficinas de robótica nas escolas; obras de mobilidade urbana; inovação na coleta do lixo; entre outras iniciativas.

Por esses e outros motivos, Pato Branco é reconhecida, desde 2015, como Cidade Digital pela Rede Cidades Digitais; e foi considerada a quinta cidade mais inteligente do País em 2017, segundo um ranking elaborado pela Urban Systems divulgado pela Revista Exame, considerando municípios com até 100 mil habitantes. Cidade inteligente é um conceito que vem ganhando força em todo o mundo nos últimos anos. A proposta envolve o desenvolvimento de projetos sustentáveis e inovadores, com o uso da tecnologia, e que ajudam a melhorar a mobilidade urbana, o atendimento à saúde, a qualidade do ensino e o desenvolvimento urbano.

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As conquistas do investimento feito em inovação dão frutos ao longo dos anos. Pato Branco é hoje uma das cidades mais desenvolvidas do País, ocupando as primeiras colocações em diversos rankings divulgados anualmente.  Entre os 5.570 municípios brasileiros avaliados no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) de 2015, a cidade ocupava a 7ª posição do Paraná e a 51ª posição nacionalmente. O índice tem como base principal de análise as áreas de saúde, educação e geração de emprego e renda. No IFDM mais recente, divulgado em 2018, e que avaliou o desempenho referente ao ano de 2016, o município conquistou o 4º maior IFDM do Estado e subiu para a 19ª colocação nacionalmente.

“Pato Branco investe em tecnologia há muito tempo e, sem dúvida, obter esse reconhecimento oficial de Capital Tecnológica e Inovadora do Paraná é muito importante, pois a cidade realmente tornou-se um polo regional de inovação, com repercussão nacional e internacional. Ao mesmo tempo os índices de desenvolvimento municipal apontam que o apoio à inovação foi o caminho certo a ser adotado, servindo de exemplo para todo o Estado”, reforçou o parlamentar.

 

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Paraná tem um ano para se desvencilhar do pedágio abusivo, diz deputado

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Os contratos de pedágio nas rodovias do Paraná completam 23 anos hoje e a população inicia a contagem regressiva para se desvencilhar das concessões, em 27 de novembro de 2021. “O que aconteceu até aqui é um festival de absurdos: as tarifas abusivas renderam bilhões de reais às concessionárias e os paranaenses tiveram só desgostos, com preços aviltantes, obras não executadas e diversas denúncias de corrupção”, disse o deputado estadual Tercilio Turini (CDN), que integra a Frente Parlamentar sobre o Pedágio na Assembleia Legislativa do Paraná.

Ele chama a atenção para a relevância dos debates sobre os novos contratos. “Daqui um ano, o Paraná vai iniciar um período de novas concessões e toda a sociedade precisa se envolver nas discussões sobre o pedágio nas rodovias. Defendo uma grande redução de preços, com licitação dos trechos pela menor tarifa. Mas já se fala muito em concessões onerosas, sem estabelecer os valores do pedágio como ponto central dos futuros contratos”, alerta o deputado.

Tercilio Turini diz que preocupa muito também a ampliação das rodovias pedagiadas no Paraná. “Atualmente são cerca de 2.400 quilômetros, que retornarão ao controle do governo federal com o término das concessões. Há intenção de acrescentar mais rodovias na próxima licitação, chegando a quase 4.000 quilômetros de estradas com pedágio no estado. A população tem o direito de se posicionar e definir como tudo isso será delegado à iniciativa privada”, afirma.

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O deputado destaca que o Paraná não pode errar novamente. “As concessões podem durar até 30 anos. Um longo prazo, com impacto no futuro do estado. Por isso, os contratos devem ser muito bem claros quanto aos preços das tarifas, compromisso de execução de obras, transparência nas informações e inclusive possibilidade prática e rápida de revisão contratual se houver descumprimento por parte das concessionárias”, enfatiza. 

Tercilio Turini pede mobilização e participação de todos os setores da comunidade nas audiências públicas que serão realizados no ano que vem, para definição da nova modelagem das concessões de rodovias. “Tudo indica que o governo federal vai coordenar a licitação dos contratos. Os paranaenses precisam assegurar que seus direitos sejam preservados, principalmente em relação aos valores das tarifas. A escolha pelo menor preço deve prevalecer. Ou corremos o risco de enfrentar mais 30 anos de pedágio lesivo e grandes frustrações”, declara o deputado estadual.

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