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Após divergência, Caiado abranda o tom e diz acreditar que Bolsonaro mudou

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Governador de Goiás Ronaldo Ramos Caiado


Após romper publicamente com Jair Bolsonaro , o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), adotou um tom mais brando ao comentar as ações do presidente em entrevista ao programa Roda Viva , da TV Cultura, nesta segunda-feira (06). Caiado usou exemplos como o presidente dos EUA , Donald Trump, e o primeiro-ministro britânico Boris Johson, para justificar a sua crença de que Bolsonaro mudou.

“Eu acredito (que Bolsonaro mudou), porque o Boris Johnson já está entendendo a importância e a gravidade do covid-19. Tantos políticos, como o próprio presidente Trump, que recuou na posição”, afirmou o governador.

Ronaldo Caiado rompeu com Bolsonaro no dia 25 de março, quando os dois divergiram sobre a aplicação de medidas de isolamento para combater a covid-19. O governador, que também é médico, explicou que sentiu-se desautorizado naquele momento.

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“Quando o presidente vem à noite e diz que alunos podem voltar para a escola, que é apenas uma gripezinha, não terá problema maior e não pode acarretar desemprego, naquela hora ele estava desautorizando o seu aliado, porque fui o primeiro governador a baixa quarentena no Brasil, sem nenhum caso de vírus Goiás”, disse o político, que acha necessário acabar com as divergências entre governadores e o presidente. “É inédito o que estamos vivendo. Politizar um momento de saúde nós não podemos admitir, é inaceitável. Nesse momento todo, eu nunca fiz um renuião poltiica.

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Mandetta

Caiado também comentou sobre a permanência de Luiz Henrique Mandetta , indicado por ele a Bolsonaro , no comando do Ministério da Saúde . Durante esta segunda-feira, surgiram rumores de que Mandetta seria demitido ganharam força, mas Bolsonaro garantiu a permanência do ministro após reunião com representantes das demais pastas.

“Ainda bem que nós não tivemos nenhuma mudança no Ministério da Saúde, seria preocupante. No momento em que a sociedade passou a assistir todos aqueles boletins feitos pelo ministro Mandetta, que mostra não só tranquilidade como também conhecimento, isso faz com que as pessoas que estão assistindo sintam confiança”, disse.

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Política Nacional

Bolsonaro defende atraso nos dados da Covid-19: “Ninguém tem que correr”

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Presidente Jair Bolsonaro
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Bolsonaro brincou com demora do Ministério da Saúde em divulgar informações

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu nesta sexta-feira (5) que o Ministério da Saúde atrase a divulgação dos dados de mortos e casos confirmados da Covid-19 e disse que “ninguém tem que correr para atender a Globo”. A declaração foi dada após ele ser questionado por jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada. “Agora acabou matéria no Jornal Nacional”, ironizou o presidente.

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Nos últimos dias, o Ministério da Saúde tem atrasado a divulgação das informações, publicando-as somente depois das 22h. O horário normal de divulgação dos dados pela pasta, no entanto, é às 19h, logo após o término das tradicionais entrevistas coletivas que são realizadas pela equipe técnica que atua no combate ao novo coronavírus (Sars-CoV-2).

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Os atrasos correspondem justamente aos dias em que o Brasil tem batido seguidos recordes diários nos registros de mortes pela Covid-19. Nesta quinta-feira (4), por exemplo, os novos óbitos confirmados foram 1.473. O número corresponde a mais de um novo registro por minuto nas últimas 24 horas , sendo que um dia tem 1.440 minutos.

Ao justificar o atraso, Bolsonaro disse que isso é necessário porque “tem que divulgar os dados consolidados do dia”, coisa que já era feita pelo Ministério da Saúde até a semana passada respeitando o horário estipulado. Mesmo com essa justificativa do presidente, os dados que passaram a ser divulgados essa semana continuam sendo contabilizados somente até às 19h.

Em nota enviada já na noite desta sexta, o Ministério da Saúde disse que “casos e óbitos são informados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, que também possuem sistemas próprios de divulgação destas informações, em plataformas públicas”.

Em alguns casos, a pasta justificou os atrasos porque ela “analisa e consolida os dados” e  que “em alguns casos há necessidade de checagem junto aos gestores locais”.

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No final do comunicado, o ministério diz que as informações desta sexta serão publicadas às 22h.

Ordem de Bolsonaro

Segundo informações do jornal Correio Brazilienseuma fonte do alto escalão do governo revelou que o “atraso” aconteceu por ordem de Bolsonaro e o novo horário das 22h deve ser permanente. O objetvio seria dificultar o trabalho dos telejornais noturnos, grupo do qual o Jornal Nacional , da Rede Globo, faz parte.

Ainda de acordo com a publicação, a intenção de atrasar a divulgação dos boletins epidemiológicos sobre o novo coronavírus existem desde a gestão de Luiz Henrique Mandetta, mas o então ministro sempre se recusou a aceitar tal decisão, alegando que ela poderia gerar impacto negativo no combate ao vírus.

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