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Agricultores de Rondônia recebem títulos fundiários por meio do Programa Terra Brasil

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o governo de Rondônia anunciaram nesta segunda-feira (29), em videoconferência, a primeira etapa da entrega de títulos, por meio do Programa Nacional de Crédito Fundiário – Terra Brasil, para pequenos agricultores.

Segundo o secretário de Agricultura Familiar do Mapa, Fernando Schwanke, foram entregues 90 títulos fundiários, pagos pelo Fundo de Terras, mantido com verbas federais. Para esta primeira etapa do financiamento foram destinados R$ 9,8 milhões. A Secretaria de Agricultura de Rondônia estima que este ano serão distribuídos mais 350 títulos, ao custo de R$ 40 milhões.

“Gosto muito deste programa, e conseguimos finalmente colocá-lo para rodar. É um programa importante, de sucesso, porque as pessoas escolhem as terras”, destacou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. “É preciso muita responsabilidade nossa, de todos os parceiros envolvidos, para que seja um projeto correto, que dê renda, frutos, dignidade e melhoria da qualidade de vida para os agricultores”, completou a ministra.

Tereza Cristina parabenizou o governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, pelo sucesso da iniciativa, que merece, segundo ela, ser considerada modelo. “Rondônia é um Estado voltado para a agricultura e o agronegócio e vai se desenvolver cada vez mais”, afirmou, por sua vez, o governador.

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Para o secretário estadual de Agricultura, Evandro Padovani, o programa de Crédito Fundiário funciona bem e é estratégico porque combate a pobreza, o êxodo rural, distribui renda para famílias rurais e promove o desenvolvimento econômico sustentável da Amazônia. Participaram ainda do evento representantes dos trabalhadores rurais, deputados estaduais, prefeitos,vereadores, além de representantes locais do Banco do Brasil, da Emater e do Mapa.

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MILHO/CEPEA: Indicador supera R$ 80/sc e atinge recorde real da série do Cepea

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Cepea, 28/10/2020 – O Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) está em alta consecutiva há 20 dias e, nessa terça-feira, 27, atingiu R$ 81,48/saca de 60 kg, recorde real da série histórica do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, iniciada em agosto de 2004 (os valores diários foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/2020).

 

No acumulado de 2020, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) acumula alta de 67,7%, em termos nominais. Na parcial de outubro (até dia 27), a média é de R$ 71,11/sc, valor 45,6% superior ao do mesmo período do ano passado, em termos reais.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso tem vindo principalmente da elevação dos valores nos portos – diante da maior paridade de exportação, por conta das valorizações internacionais e do dólar. Além disso, as aquecidas demandas doméstica e externa também influenciam os preços no Brasil. Atentos à baixa disponibilidade do cereal e aos possíveis impactos do clima sobre a próxima safra, vendedores limitam novas ofertas e sustentam o movimento de alta.

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Muitos compradores consultados pelo Cepea já demostram dificuldades em encontrar novos lotes de milho no spot e também indicam ter margens comprometidas diante do atual preço. Com isso, no último dia 16, o governo anunciou a suspensão temporária das tarifas de importação de milho e também de soja. Contudo, ao avaliarem a viabilidade das importações, demandantes se esbarram nas dificuldades logísticas e no dólar elevado.

 

PORTOS – Enquanto a importação é facilitada, o milho brasileiro segue atrativo ao mercado internacional, contexto quem mantém firme as exportações. Nos primeiros 16 dias úteis de outubro, a Secex aponta que foram embarcadas 4,3 milhões de toneladas do cereal. Quanto aos preços, levantamento do Cepea mostra que, no acumulado da parcial de outubro (até o dia 27), as cotações do cereal subiram 21% em Paranaguá (PR) e 19% em Santos (SP).

 

REGIÕES – Os preços do milho estão em alta em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, mas as valorizações mais intensas são verificadas nas consumidoras, como São Paulo e Santa Catarina, devido a dificuldades em encontrar o cereal para negociar. Também há relatos de baixa disponibilidade de cereal no spot do Rio Grande do Sul, fazendo com que compradores busquem novos lotes de Mato Grosso do Sul, do Paraná e, até mesmo, de países vizinhos. No Paraná, apesar de a colheita da segunda safra ter sido finalizada há poucos dias, produtores consultados pelo Cepea limitam as ofertas e se concentram nos trabalhos de campo.

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Quanto ao Centro-Oeste brasileiro, pesquisadores do Cepea indicam que a colheita foi elevada neste ano, mas produtores, aproveitando os altos preços, já comercializaram boa parte da produção, mantendo armazenado o volume restante, à espera de novas valorizações. No Nordeste, nem mesmo a colheita regional em estados como Sergipe limitou o avanço nas cotações.

 

Outras informações sobre as pesquisas do Cepea a respeito do mercado de milho aqui e por meio da Comunicação do Cepea e com o prof. Lucilio Rogerio Alves: [email protected] 

Fonte: CEPEA

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