Política Estadual

Agosto Lilás traz conscientização sobre violência doméstica

Publicados

em


.

Com o objetivo de ampliar a discussão do enfrentamento à violência doméstica e conscientizar a população sobre o combate às agressões físicas e mentais contra as mulheres, pela primeira vez o Paraná terá oficialmente a Semana Agosto Lilás. A lei 19.972/2019, sancionada em outubro do ano passado, incluiu a semana no Calendário Oficial do Estado.

Oriunda de projeto proposto na Assembleia Legislativa do Paraná pelo deputado estadual Luiz Fernando Guerra (PSL), a lei prevê que durante toda a primeira semana do mês de agosto, órgãos públicos estaduais e municipais, em parcerias com a iniciativa privada e entidades civis organizadas, deverão organizar campanhas de esclarecimento, ações de mobilização, palestras, debates, encontros e eventos que promovam o combate da violência contra a mulher e disseminação de informações sobre a Lei Maria da Penha (nº 11.340, de 7 de agosto de 2006).

A partir de sua sanção, a lei também instituiu como símbolo da Semana de Agosto Lilás um laço de fita na cor lilás, para ser utilizado nas campanhas. “Verificamos muitos avanços a partir da Lei Maria da Penha nos últimos anos, entretanto, os registros de violência doméstica ainda são grandes no Brasil, por isso o debate e a conscientização sobre a prevenção destes casos devem ser permanentes”, ressalta o deputado Guerra.

Ações – O Agosto Lilás é celebrado nacionalmente desde 2018, com a realização de diversas campanhas ao longo do mês para difundir informações, levar o debate para a sociedade e combater formas de agressão e discriminação contra a mulher. Agora, com a lei sancionada no ano passado pelo Governo do Paraná, o Estado tem oficialmente uma celebração específica para ampliar a discussão sobre o tema.

Em razão da pandemia do Covid-19 e da necessidade do distanciamento social, as ações de conscientização deverão concentrar-se em divulgações virtuais sobre o assunto, por meio de postagens de conscientização de órgãos e instituições lembrando o assunto, ou a realização de debates sobre o tema em lives.

A Polícia Civil do Paraná, por exemplo, programou a realização de lives na conta oficial da instituição no Instagram (@pcproficial), reforçando a necessidade de discussão do assunto. A abertura acontecerá na próxima segunda-feira (3) às 18h30, e as demais lives ao longo da semana serão realizadas às 17h. Todos os usuários da rede social poderão participar e fazer perguntas ao vivo sobre o tema. 

Já o Ministério Público do Paraná, por meio de sua equipe de comunicação, programou uma série de postagens nas redes sociais oficiais do órgão ao longo do mês, chamando a atenção para a importância do debate sobre a violência contra a mulher.

Leia Também:  Paraná vai punir com rigor aumento abusivo de preço durante calamidade pública

O Tribunal de Justiça do Paraná, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência (CEVID) também programou eventos para ampliar a discussão sobre o tema. Na próxima terça-feira (4) será realizada uma live com o Conselho Regional de Farmácia (CRM) e a Polícia Militar do Paraná (PMPR) sobre a Campanha Sinal Vermelho, lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na sexta-feira (7) ainda serão realizadas lives com a participação de magistrados. A temática abordada, entre 11h e 12h, será A Magistratura Paranaense e o incremento da política judiciária no atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar.

Dados – De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) referente a 2019, o Brasil é o 5º país no ranking de violência doméstica no mundo, com mais de um milhão de processos em trâmite na Justiça. Desta forma, é fundamental que toda a sociedade esteja atenta aos sinais, que nem sempre se revelam apenas em atos de agressão física.

Números da CEVID do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) apontam que a quantidade de medidas protetivas de urgência requeridas no primeiro trimestre deste ano aumentou em relação ao mesmo período de 2019. Em 2020 foram requeridas 9.897, enquanto no ano passado, foram registradas 9.384 medidas.

Em qualquer circunstância a violência deve ser denunciada e isso pode ser feito em delegacias e órgãos especializados na defesa das mulheres ou pelo número 180. As centrais de atendimento à mulher vítima de violência oferecem assistência gratuita, confidencial e algumas funcionam 24 horas. Mesmo que a vítima não realize a ocorrência, os parentes ou vizinhos podem fazê-la.

Procurar ajuda é o passo principal para conseguir sair da situação de violência. Além da família, algumas ONGs e assistências sociais oferecem abrigo para as mulheres agredidas. É importante que ela receba apoio, inclusive (e principalmente) psicológico, e saiba com quem contar em um momento como esse. 

Assembleia – A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná completou no mês de julho seu primeiro ano de atividade. O órgão foi criado como um instrumento do Legislativo Estadual para manutenção e ampliação de políticas públicas para as paranaenses. Neste primeiro ano de trabalho, a Procuradoria Especial da Mulher realizou ações importantes, atuando em diversas frentes da causa feminina, como segurança, saúde e política. Para mostrar detalhadamente tudo o que foi feito até agora, a Procuradoria da Mulher lançou um relatório de ações, que está disponível para consulta em versão digital que pode ser consultado através do link: https://bityli.com/hHfTm

Leia Também:  30 anos da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente é o tema do Assembleia Entrevista

Maria da Penha – A Lei Maria da Penha é a maior diretriz que garante a seguridade da mulher diante de ocorrências de agressão, e surgiu exatamente da constatação sobre a necessidade de se estabelecer mecanismos eficazes de combate a esse comportamento. Segundo a lei, agressão não é apenas aquela que deixa marcas físicas. Embora a violência física e o abuso sexual sejam mais evidentes, outros tipos de violência também causam sofrimento e podem ser punidos.

A legislação também condena casos de violência emocional ou psicológica, como xingar, humilhar, ameaçar, fazer a mulher acreditar que está ficando louca e controlar tudo o que ela faz; patrimonial, como controlar ou tirar o dinheiro da mulher ou destruir seus objetos; e moral, que consiste em humilhar a vítima publicamente e expor sua vida íntima.

É importante que todos fiquem atentos aos canais de denúncia disponíveis e, se possível compartilhar estas informações com o maior número de pessoas para que qualquer caso de violência contra a mulher não fique impune.

Participe dessa grande ação de conscientização compartilhando a hashtag #agostolilás em suas redes sociais.

Canais de denúncia:

Central de Atendimento à Mulher – 180

Central de Emergência da Polícia Militar – 190

Disque denúncia (canal oficial de denúncias anônimas) – 181

Registro de Boletins de ocorrência – www.policiacivil.pr.gov.br/BO

Patrulha Maria da Penha (para mulheres com medidas protetivas) – 153

Atendimento a vítimas de violência:

Centros de Referências de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CRAM) e Centros de Referências Especializados de Assistência Social (CREAS) em todo o Paraná prestam atendimento a vítimas de violência doméstica.

Polícia Civil do Paraná – cidades com Delegacias da Mulher: http://www.policiacivil.pr.gov.br/mulher#collapseCollapsibleKCAXVZ16LI3F8

MPPR – Atendimento nas promotorias do Estado do Paraná – endereços podem ser consultados pelo link: http://mppr.mp.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=7915

Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná – fiscaliza e dá encaminhamento a denúncias de mulheres que não estejam tendo seus direitos garantidos, mesmo durante a pandemia. Por isso, mulheres vítimas de violência que procurarem ajuda e não receberem o devido atendimento, podem acionar a Procuradoria da Mulher da Assembleia por WhatsApp (41 98814-2228) ou no e-mail [email protected].

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política Estadual

Nutricionista lista os alimentos que ajudam na imunidade e reagem às infecções, entre elas as causadas pelo coronavírus

Publicados

em

Por


.

Você deve saber que uma alimentação saudável, relacionada a um estilo de vida ativo, pode prevenir uma série de doenças. Mas consegue imaginar que os alimentos ricos em determinadas substâncias podem definir a forma com que seu corpo vai reagir às infecções, entre elas a da Covid-19, causada pelo coronavírus? Estas questões serão respondidas pela nutricionista Adriana Zadrozny no programa Assembleia Entrevista da TV Assembleia.

Mestre em Fisiologia Humana, Adriana explica quais os alimentos mais indicados para encarar os longos dias em casa durante a pandemia. “Algo que nos tem preocupado é a falta de radiação solar, estamos tomando muito pouco sol. Esta menor síntese de vitamina D em nossos organismos predispõe processos de ordem depressiva que, por sua vez, podem alterar o comportamento alimentar”, exemplifica.

Segundo ela, as pessoas têm buscado mais alimentos processados e industrializados, mais práticos, porém mais ricos em gorduras e açúcar. “Um estudo australiano com crianças obesas, comparando o padrão alimentar de um ano atrás e de agora, mostra que em média elas fazem uma refeição a mais por dia” alerta a nutricionista. 

Leia Também:  30 anos da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente é o tema do Assembleia Entrevista

Adriana Zadrozny afirma que um conjunto de fatores resultam em um quadro imunológico adequado para que o corpo lide com situações como a da pandemia do Coronavírus. Entre os alimentos mais indicados para isto, estão a cúrcuma, a canela, a couve-flor, brócolis, repolho e couve de Bruxelas, ricas em vitamina C e substâncias anti-inflamatórias. 

“Mas não se pode depositar nossa confiança somente nisso. Temos uma imunidade indireta, os produtos fermentados criam uma condição intestinal que melhora a absorção de subprodutos da dieta que potencializam o sistema imunológico, é uma cadeia que melhoram a imunidade”, frisa.

Alimentos como kefir e vegetais orgânicos potencializam o crescimento de bactérias intestinais benéficas, com função probiótica. “Os vegetais orgânicos oferecem ao organismo o que eles nutricionalmente podem oferecer”, diz, lembrando que o vegetal não orgânico pode conter produtos tóxicos em sua proteção.

A nutricionista explica ainda que alimentos reduzem a alcalinidade sanguínea. “É algo conhecido por todos, mas pouco aplicado. Temos uma oportunidade muito rara de olharmos com mais atenção nossas geladeiras e nossas escolhas e tentar que algo de bom aconteça do ponto de vista alimentar a partir de agora”, completa.

Leia Também:  Requerimento pede linha de crédito emergencial para trabalhadores e empresários do setor de eventos

Assembleia Entrevista – A íntegra da entrevista com a nutricionista Adriana Zadrozny, além de muitas outras entrevistas já feitas pelo programa Assembleia Entrevista, pode ser conferida pela TV Assembleia através do canal aberto 20.2 e 16 pela Claro/Net, além do canal do Youtube pelo link: https://bit.ly/3k705Ag

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo