Internacional

Agência confirma que Irã retomou atividade de enriquecimento de urânio

Publicados

em

A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) confirmou que o Irã continua a enriquecer urânio em uma instalação nuclear subterrânea.

Nessa segunda-feira (11), a agência informou, em novo relatório sobre o desenvolvimento nuclear do Irã, que o país reiniciou as atividades de enriquecimento no sábado (9), em uma localidade em Fordow, na parte central do país.

O acordo nuclear de 2015 proíbe que o Irã enriqueça urânio na instalação, que é construída abaixo do solo, a grande profundidade, de forma a protegê-la de ataques estrangeiros.

O documento vem em seguida ao anúncio feito pelo Irã, no início deste mês, de que havia retomado as atividades de enriquecimento na instalação, aparentemente para exercer pressão sobre os Estados Unidos e outras potências mundiais.

A Aeia também relatou que foram detectadas partículas de urânio em local que o governo iraniano não havia declarado à agência. O relatório diz que é essencial que o país continue a interagir com a agência para resolver a questão o mais rápido possível.

Kazem Gharib Abadi, embaixador iraniano para a Aiea declarou que o Irã estendeu sua cooperação máxima à agência e permitiu que ela conduzisse as inspeções necessárias.

Leia Também:  OMS reconhece evidências sobre transmissão da covid-19 pelo ar

*Emissora pública de televisão do Japão

Edição:
COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Internacional

ONU pede fim do financiamento ao carvão e apoio à energia renovável

Publicados

em

Por


.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu que países deixem de financiar o setor de carvão e se comprometam a não construir novas usinas movidas pelo combustível fóssil, para que uma mudança rumo à energia limpa seja possível.

As declarações foram feitas em cúpula virtual sobre transição energética, envolvendo 40 países que representam 80% do uso de energia e emissões de gases de efeito estufa. Eles discutiram maneiras de impulsionar a economia, reduzir emissões e tornar os sistemas energéticos mais resilientes às mudanças climáticas.

À medida que países tentam reabrir suas economias em meio à desaceleração causada pela pandemia de covid-19, governos e investidores pedem que os pacotes de recuperação sejam focados, em parte, em estímulos “verdes”. A União Europeia e a Coreia do Sul já se comprometeram com programas de recuperação voltados ao meio ambiente.

Guterres afirmou que alguns países usaram pacotes de estímulos para fornecer apoio a empresas de combustíveis fósseis que já passavam por problemas financeiros, e que outros optaram por fortalecer as usinas movidas a carvão.

Leia Também:  Argentina registra recorde de 3.604 casos de covid-19 em um dia

“O carvão não tem vez nos planos de recuperação da covid-19”, disse Guterres em discurso virtual na cúpula, organizada pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

Para ele, os argumentos a favor de energias renováveis são melhores do que os pró-carvão em praticamente todos os mercados, e empregos relacionados à proteção do meio ambiente e ao crescimento sustentável são fatores cruciais.

Os custos de energias renováveis, como eólica e solar, tiveram forte queda ao longo da última década.

A China, segunda maior economia do mundo e maior produtora global de carvão, disse que está comprometida com um desenvolvimento limpo, eficiente e de baixo teor de carbono no setor energético.

Enquanto isso, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Dan Brouillette, afirmou que se opõe a qualquer proibição a combustíveis que produzem emissões de gases de efeito estufa.

“As renováveis não conseguem, por si só, garantir um fluxo confiável de energia para qualquer nação”, disse. “Resumindo, toda nação pode se beneficiar de um ‘mix’ mais amplo de combustíveis para manter sua rede funcionando. Se uma fonte não é tão limpa, a inovação busca torná-la mais limpa e, por fim, totalmente limpa”, disse o secretário.

Leia Também:  OMS: transmissão de covid-19 pode ocorrer durante procedimento médico

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo