Política Estadual

Ações das universidades estaduais auxiliaram no enfrentamento da pandemia

Publicados

em


.

Mesmo com as aulas de graduação suspensas, as atividades nas sete universidades estaduais públicas do Paraná não pararam durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. As instituições mantiveram, por exemplo, as atividades de pós-graduação, extensão e pesquisa, além de organizar ações de atendimento à população. Para os representantes das universidades, as ações foram importantes para o combate da pandemia. O assunto foi debatido nesta quarta-feira (26) durante a reunião remota da Frente Parlamentar do Coronavírus da Assembleia Legislativa do Paraná, que reuniu o coordenador do grupo de trabalho, deputado Michele Caputo Neto (PSDB), deputados, reitores universitários e representantes da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI).

O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Sérgio Carvalho, explicou que a pandemia causou a reestruturação de todos os projetos da instituição. “Quando veio a crise, a comunidade universitária se mobilizou para realizar o combate ao novo coronavírus, com dezenas de ações para contribuir com a sociedade. Não suspendemos o calendário de pós-graduação, realizando mais de 500 bancas no período. Também mantivemos o funcionamento de mais de 200 laboratórios de pesquisa”, informou. “As universidades públicas estão entre as instituições com a melhor resposta à pandemia”, completou.

O vice-reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Everson Krum, destacou a importância da comunidade científica em buscar soluções contra a crise. “Vimos a ciência se colocando a favor do enfrentamento ao novo coronavírus, com realização de pesquisas, produção de álcool em gel, estudos do impacto social e até na arrecadação de alimentos”, comentou.

A atuação da Universidade Estadual de Maringá (UEM) ocorreu no mesmo sentido. É o que explicou o reitor da instituição, Julio Cesar Damasceno. “Com a COVID, aceleramos a criação de um laboratório de inovação em saúde, que já estava em desenvolvimento. Também criamos uma rede de referência epidemiológica, com o auxílio de profissionais e alunos. Além disso, focamos no atendimento à população no Hospital Universitário”, enumerou. “A Unespar não parou. Organizamos atividades remotas e não nos afastamos dos estudantes”, informou o reitor da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), Antônio Carlos Aleixo.  

Leia Também:  Desempenho da UENP no Enade é destacado por deputado

Recursos – Neste cenário, os reitores destacaram o papel fundamental da Assembleia Legislativa no auxílio às universidades estaduais. O legislativo paranaense realizou, no final do mês de julho, um repasse ao Governo do Estado de R$ 1,5 milhão. O valor foi destinado às universidades através da SETI para a compra de equipamentos, telefones celulares e tablets. Os recursos estão sendo utilizados para auxiliar alunos que não possuem os aparelhos e estão com dificuldades para acompanhar as aulas remotas em razão da falta de equipamento e conexão de internet.

Para o representante da SETI, Luis Paulo Mascarenhas, os recursos da Assembleia estão possibilitando o retorno antecipado das aulas remotas. “Se não fosse isso, o retorno ia ser mais demorado ou com alguns alunos ficando para trás. Agora isso não vai acontecer”, disse. “Agradecemos a sensibilidade da Assembleia que destinou os recursos para compra de tablets e aparelhos de transmissão, garantindo o sucesso das atividades remotas”, avaliou o reitor UNESPAR. “A Assembleia destinou os recursos no momento certo para dar este acesso aos alunos”, disse o reitor da UEM.

Outros debates – A reunião da Frente Parlamentar do Coronavírus abordou na reunião desta quarta-feira outros dois temas. Michel Cadenas, especialista em medicina de emergência e gestão em saúde e médico coordenador e intervencionista do SAMU, abordou a importância da capacitação contínua dos profissionais de saúde para o enfrentamento de crises agudas, como é a questão do novo coronavírus.

Leia Também:  Assembleia Legislativa realiza aulão on-line preparatório para o Enem no próximo dia 27

Para Cadenas, a crise gerada pelo vírus mostra as fragilidades do sistema de saúde. “Temos uma crise de proporção trágica, que mostra a necessidade de mais recursos e expõe a vulnerabilidade do sistema. Para mudar isso, necessitamos da capacitação de profissionais”, disse. Para o especialista, a pandemia evidenciou a necessidade intensa de treinamento continuado de profissionais em situações de múltiplas vítimas, como acontece atualmente. “Esta é uma discussão relevante neste momento. Mostra como é necessário o poder público investir na educação para complementar a formação de profissionais”, frisou.

A reunião da Frente abordou ainda a necessidade de discutir a revalidação de diplomas de profissionais da área médica que se formaram fora do País. O médico Guilherme Gonçalves lembrou que o Paraná conta com cerca de 400 profissionais que atuam no programa Mais Médicos e aguardam a revalidação dos diplomas. “Outros estados já estão fazendo a revalidação. Isso poderia representar a migração dos profissionais do Paraná para outros estados”, comentou. Já o médico Yuri Carazzai, formado no Paraguai e que atua no Mais Médicos no interior do Estado, disse que a revalidação de diplomas representa o fortalecimento do atendimento na atenção primária, principalmente nos pequenos municípios e nas periferias das grandes cidades.  

O assunto também foi abordado em uma audiência pública realizada na última segunda-feira (24) pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Emerson Bacil (PSL) que também falou sobre a revalidação de diplomas durante a reunião da Frente Parlamentar do Coronavírus.

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política Estadual

Doação de EPIs terá isenção de ICMS

Publicados

em

Por


Os deputados estaduais aprovaram, nesta semana em primeiro e segundo turnos, proposta que isenta do pagamento do ICMS, as empresas que fizerem doações de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) contra a covid-19 para as eleições municipais, que acontecem dia 15 de novembro.
O projeto de lei 606/2020 ainda precisa passar por mais duas votações na Assembleia Legislativa do Paraná antes de seguir para a sanção do Poder Executivo.
O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) disse nesta quinta-feira (22), que a proposta adequa o Paraná ao convênio celebrado entre o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Romanelli explica que a matéria foi fruto de uma negociação entre o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso e o Confaz, que aprovou a isenção do imposto em setembro. Para ter validade, a proposta precisa ser ratificada em cada Estado da Federação, como aconteceu no Paraná. O Governo do Estado apresentou o projeto de lei 606/2020, que altera o regulamento do ICMS, isentando do imposto as doações de EPIs contra a covid-19 para uso no dia das eleições municipais.

“Todas as doações de EPIs realizadas desde o dia 9 de setembro estão isentas do ICMS. Esses equipamentos serão distribuídos tanto para mesários quanto para os eleitores”, explica Romanelli. O deputado acrescenta ainda que o benefício fiscal se estende também às empresas prestadoras de serviço de transporte das mercadorias objeto da doação, ao diferencial de alíquotas e ao produto resultante da sua industrialização.

São isentos do imposto materiais como máscaras descartáveis, álcool etílico em gel 70%, álcool líquido, protetores faciais (face shields), propilenoglicol, canetas, fitas adesivas para marcação de distanciamento social e pôsteres com recomendações sanitárias, dentre outros itens.

Leia Também:  Segue para sanção projeto que prevê prazo de validade indeterminado para laudo de comprovação do autismo

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo