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Secretário de Saúde responde aos questionamentos dos deputados sobre ações de enfrentamento ao coronavírus

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Durante a sessão plenária de terça-feira (24), o secretário de Saúde Beto Preto apresentou um panorama das ações desenvolvidas pela pasta que comanda de enfrentamento ao avanço do novo coronavírus no Paraná. Alguns deputados aproveitaram para fazer questionamentos aos deputados. Confira as perguntas feitas pelos parlamentares e as respostas do secretário.

Deputada Mabel Canto – A questão da campanha de vacinação, H1N1, disse que no primeiro dia acabaram as doses da vacina em Ponta Grossa. Ela quer saber quando a regional irá repor, pois a prefeitura diz que só na próxima semana.

– Tivemos uma situação em relação à vacina da gripe Influenza, a população a ser vacinada no Paraná é de 4,3 milhões de pessoas. Nessa primeira fase de 1,6 milhão doses aplicadas tivemos a recepção de 500 mil doses que foram distribuídas a todos os municípios, rapidamente se esgotou. Ontem mesmo tivemos um acréscimo de mais de 280 mil doses e que já foram remetidas aos municípios. Quero informar que a demanda na primeira etapa é de 1,6 milhão de doses. Para pessoas com mais de 60 anos e para os trabalhadores da saúde. Infelizmente as doses se esgotaram, na maioria dos municípios, estamos fornecendo mais doses, mas informo que tudo isso, os insumos, é fornecido pelo Ministério da Saúde e apesar de acreditar que temos avançado muito no PNI temos muitas dificuldades, uma delas é a questão da chegada das doses.

A vacinação contra a influenza nesse momento é muito importante, porque vai ajudar na principalmente no diagnóstico de exclusão da questão relacionada a todas as síndromes respiratórias nesse momento do outono para o inverno.

Deputado Soldado Fruet – Faz um relato da situação das informações que ele tem sobre foz, onde diz que tem 4 casos confirmados de coronavírus e mais de 3 mil casos de dengue na cidade. Diz que a estrutura da cidade está comprometida com esses atendimentos e pergunta como é que vai garantir leitos de uti, estrutura para atendimento dos municípios da 9ª regional.

Acabamos de receber informações de que enviamos recursos para a compra de equipamentos, novos 17 leitos de UTI estão sendo instalados no município de Foz do Iguaçu. Passamos por um momento de crise com a dengue, como todos conhece, não só no município de Foz, em diversos municípios do Paraná. A mudança do sorotipo 1 para o sorotipo 2 que vem acometendo cerca de 87% dos casos confirmados do sorotipo 2 onde as pessoas não têm imunidade conferida e isso tem causado esse grande número de casos e hoje inclusive é o dia, todas as terças-feiras, temos a emissão de novos boletins, devemos te rum acréscimo no número de casos da semana passada para essa semana e estamos passando, infelizmente, com muitas dificuldades em relação à dengue, que talvez seja uma preocupação tão grande quanto à questão do coronavírus até porque tem acometido muito mais pessoas, mas infelizmente a mudança do sorotipo se tornou o grande algoz no número grande de casos que apresentamos em todo norte, noroeste e oeste do Paraná.

Deputado Tião Medeiros – Em relação a aquisição de kits rápidos de testes, quais as providencias o estado está adotando para adquirir.

Estamos seguindo a lógica do Ministério da Saúde. Esse teste que existe é um teste de alta confiabilidade, foi desenvolvido aqui também em Curitiba através do IMB da Fiocruz/Tecpar e esse é um teste que a Fiocruz tem replicado para todo o Brasil. Já fizemos mais de 1000 testes até agora, mas sabemos da necessidade de fazer mais. Independentemente de ter o teste ou não ter o teste, as pessoas vão ser atendidas, nos serviços que estão à disposição em todo o estado. Vão ter o atendimento pelo menos sintomático inicial. Junto com a Fiocruz estamos tentando trazer 100 mil testes importados da China. Então, sempre tomando cuidado de, através da alta performance cientifica das nossas responsáveis, tanto a diretora quanto a responsável técnica do Laboratório Central do Estado, sempre ouvindo a palavras delas como norteador da contratação ou compra de qualquer insumo diferente daqueles que têm sido usados. Vamos seguir a Fiocruz nesse momento tentando importar esses 100 mil testes para testes mais rápido. Importante dizer que o teste que está sendo feito hoje ele tem acurácia após 2 dias de contagio enquanto que os testes rápidos que podem vir trabalham com 6 ou 7 dias do contágio das pessoas. A sua positividade vai se dar após alguns dias do contato da pessoa sã com a pessoa contaminada.

Deputada Maria Victoria – Há previsão de pagamento da última parcela do Hospital da Criança de Maringá? Já que esse hospital poderia ser usado para atendimento do coronavírus na região.

Estamos com os recursos já separados para isso, cumprindo todas as determinações do governador Ratinho, porém existe nesse momento alguns questionamentos do Tribunal de Contas que devem ser respondidos e ato contínuo vamos fazer todo o desembolso necessário e combinado.

Deputado Alexandre Amaro – Como está a questão dos bancos de sangue? Como o governo pretende fazer uma campanha de doação?

As campanhas sempre são regionalizadas, mas é importante frisar que num primeiro momento houve um apelo para que todos ficassem mais distantes. Isso obrigou que o próprio Hemepar articular para que a espera para a coleta fosse mais organizada na questão de horários e, claro, alguns momentos temos dificuldades em alguns hemonúcleos de recursos humanos, porém quero acreditar que pelas medidas tomadas pelo Hemepar teremos, nos próximos dias, uma melhora no número de pessoas que vai acabar voltando a se colocar como doador à frente das necessidades de sangue de todo o estado.

Deputado Anibelli Neto – A curva está aumentando, a previsão de pico em qual data se dará e o povo paranaense está colaborando para que a curva caia o mais rápido possível?

A curva está aumentando, acompanhando a curva do Paraná com a do Brasil ela é um pouco menor, temos trabalhado muito para isso. Estrategicamente o Paraná está entre São Paulo e o Sul do país que são regiões de passagem, regiões que tínhamos um grande contingente de estrangeiros visitando de caráter turístico a região da fronteira, o Oeste, temos a questão do Porto de Paranaguá que também trabalha com pessoas que vem de outros países. Tudo isso nos deixava com grande preocupação. O comportamento da curva tem sido um pouco abaixo daquilo que esperávamos, mas isso também não quer dizer nada, podemos ter uma explosão de casos. Seguimos dia a dia acompanhando os novos casos que vêm sendo confirmados, temos ideia de quantos vão sendo confirmados dia a dia. Não há no governo nenhuma postura de não mostrar os números, mas com bastante respeito fazemos todo esse trabalho para que as pessoas possam saber o que tem acontecido. As pessoas têm colaborado. Acho que estamos longe de alcançar o pico. O ministro Mandetta falou em 15 de abril, acho que no Paraná, se conseguirmos passar esse pico um pouco mais para frente, não deixar ser muito agudo, e trabalhar com o achatamento dessa curva, é cabível que possamos passar por um período de menor dificuldade, menor perda de vida humana do que outros estados. Mas ainda estamos no início do processo, é ascensão da curva ainda. Epidemiologicamente falando, ela tem muito a crescer.

Deputado Delegado Jacovós – Se há contato com o Exército para montar hospital de campanha em Curitiba e em outras localidades. Dos 10 milhões de testes que o Governo Federal está adquirindo qual a previsão de chegada no Paraná e qual a quantidade que receberemos?

A quantidade de testes anunciada pelo ministro Mandetta, nós vamos ter condições de receber alguns testes em caráter per capita, que tem sido a lógica de distribuição de recursos, também recebemos os testes. Fora esses testes, estamos nos integrando na compra internacional da Fiocruz, tentando trazer alguns testes que tem a chancela de qualidade da Fundação Oswaldo Cruz que é, no Brasil, sinônimo de saúde pública com qualidade.

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Deputado Professor Lemos – Quais os cuidados com as pessoas em situação de rua?

Os municípios maiores tem feito o trabalho de trazê-los para hotéis sociais. Tenho acompanhado mais isso aqui em Curitiba, o esforço da prefeitura de fazer isso, mas muitas pessoas continuam se negando a participar desses programas. Vamos ter mais casos em municípios grandes e de médio porte, mas isso fica a cargo das prefeituras. Mas nos próximos dias podemos emitir um relato para tentar articular com as regionais como isso está se dando. Trabalhamos com um hotel que estava em condições de uso e que ganhamos a hospedagem, muitas doações nesse período ao governo, a defesa civil que está tocando esse assunto, mas vamos fazer possivelmente um chamamento público para que hotéis próximos de hospitais possam servir de ponto de apoio de permanência de profissionais que estejam trabalhando e não tenham como voltar para casa em razão da presença de idosos e crianças em seus domicílios. Tentar acomodar essa força de trabalho em ambientes mais próximos dos hospitais.

Deputado Douglas Fabrício – O que o Governo está fazendo em relação ao pagamento para compra e entrega de equipamentos que já estão em falta nos municípios?

Temos feito a organização financeira de todas as compras que já haviam sido feitas, algumas principalmente de insumos não têm sido cumpridas por algumas empresas, questão contratual, estamos buscando outra saída inclusive dando preferência por artigos vendidos por empresas paranaenses. Gostaria de reiterar que mesmo no período de crise, vamos ter dificuldade de passar isso. Uma informação da Prefeitura de Curitiba de que houve um acréscimo da utilização de máscaras descartáveis de cerca de 200% só nos últimos 10 dias, então isso vai acabar se configurando como real em outras regiões em outros serviços de saúde e municípios que sofrem com as mesmas dificuldades do estado no que tange as compras públicas. No decorrer dos próximos dias, de acordo do que conseguirmos comprar os municípios e hospitais também vão receber seu quinhão na divisão dos equipamentos. Estamos trabalhando em várias frentes para tentar adquirir esses equipamentos.

Deputado Do Carmo – Como a Secretaria está dando suporte para a abertura de 108 leitos no HU de Maringá?

Temos feito tratativas, nossa diretoria de Gestão de Sistemas tem feito contato nos últimos dias com a doutora Elizabete que é diretora do HU, ela vai ter condições de abrir metade dos leitos, praticamente, e com a mesma equipe. Mas nesse momento diante das circunstâncias do estado de emergência e agora com o decreto legislativo de estado calamidade pública talvez tenhamos uma chance de tenta organizar a contratação de mais servidores para esses leitos. São leitos importantes, o HU de Maringá é organizado, não recebe todos os recursos que entendemos que deveria receber do SUS pelos serviços prestados, mas entendo que existe uma direção muito alinhada com a Secretaria de Estado da Saúde e que vem fazendo um bom trabalho.

Deputado Delegado Jacovós – Qual a necessidade do Lacen confirmar os exames dos laboratórios particulares?

Fizemos também um decreto que, de acordo com a Anvisa com a alta especialização de alguns laboratórios nacionais, com o Dasa, Sabin, o Laboratório da Unimed aqui de Curitiba e o Geroprimer também, esses laboratórios seguem estritos controles de qualidade e passaram ser aceitos sem a necessidade do reteste. Isso também ajudou a organizar um pouco essa necessidade de fazer o reteste. Com esses laboratórios dando o diagnóstico não se faz a necessária a confirmação pelo reteste.

Deputado Francisco Bührer – O prefeito de Piên tem colocado o hospital municipal à disposição. Existe a possibilidade de deixar leitos preparados para o atendimento de pacientes, suspeitos e confirmados?

Todos os deputados e prefeitos que têm entrado em contato com a gente temos passado isso ao diretor de Gestão de Sistemas. Estamos enfrentando uma crise, uma pandemia e o diretor tem feito um mapa de possíveis leitos que vão ficar à disposição. Na quinta-feira vamos apresentar um mapa de todos os leitos que pretendemos utilizar nos diferentes três estágios que as curvas de ascensão da pandemia podem adquirir nesse contexto.

Deputado Soldado Adriano – O que a SESA pode fazer com relação aos profissionais da Segurança Pública que não estão tendo os Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs)?

Tudo aquilo que vem sendo colocado pela Secretaria de Segurança Pública, dentro da nossa capacidade de fornecimento, nós estamos tentando compartilhar com a Polícia Civil, com a Polícia Militar, nós temos luvas, temos outros equipamentos chegando e muitas pessoas e empresários tentando fabricar dentro das normas legais para pode ceder principalmente para profissionais de saúde, profissionais da segurança pública, porém eu insisto que muitos contratos que nós tínhamos estão sendo deixados de serem cumpridos e estamos tomando as medidas legais, porém muitos artigos sumiram do mercado e aqueles insumos que eram alimentados por produtos que vinham da China  ou do exterior, tiveram dificuldades de chegar nos últimos 60 dias.

Deputado Homero Marchese – Por que existe divergências profundas entre as secretarias municipais e Estadual. Em Maringá, por exemplo a Sesa diz que existe apenas um caso e a prefeitura afirma ter 4 casos?

Na verdade estes casos vão se confirmando, entrando na contagem da SESA. Nós temos uma lógica de fazer por todo o Estado, os municípios cuidam de menos informações, mesmo assim, como eu disse os pacientes não deixam de ser cuidados, mas às vezes também as questões dos laboratórios que estão fazendo os exames e que ainda não foram certificados e tem a necessidade, conforme a portaria do Ministério da Saúde de se fazer o reteste, mas temos acompanhado e alguns pacientes tem entrado de ontem para hoje e de hoje para amanhã, mas outros irão entrar. Nós temos trabalhado, nesse número que apresentamos, quero reiterar que temos cerca de 600 exames que não constam como descartados, mas que já foram descartados pelos exames que nós temos feito no nosso laboratório central do Estado, por uma divergência de dados com o site do Ministério da Saúde. Estamos trabalhando para uma lista paralela para que possamos soltar estes dados, e negativar a grande maioria dos exames nas próximas horas.

Deputado Tercílio Turini – Na região de Londrina, como serão tratadas as questões dos leitos adicionais de UTI e isolamento para enfrentar o coronavírus, uma vez que o próprio HU, Santa Casa e Hospital Evangélico demonstraram interesse na oferta?

Nós temos tratado com os hospitais, são 3 hospitais de grande porta na região de Londrina, que é a gestão plena do sistema municipal de saúde, eles controlam o teto de média e alta complexidade, os gastos com os hospitais são bancados com recursos do Fundo Nacional de Saúde que são encaminhados direto ao Fundo Municipal de Saúde sem intervenção do Estado, mas nós estamos trabalhando com a hipótese de ampliação de leitos de UTI, de enfermaria e de isolamento nos grandes hospitais de Londrina, como também colocar os hospitais estaduais, Zona Norte e Zona Sul, dentro deste contexto. O hospital da Zona Norte tem uma missão muito importante nesse momento que é de tocar os casos relacionados à dengue no município de Londrina, sendo um suporte acessório de todo o esforço que o município vem fazendo para atender os casos de dengue. Já o hospital da Zona Sul, tem trabalhado com alguns casos suspeitos do coronavírus, com isolamento no âmbito de enfermaria e o nosso Hospital Universitário que é um grande hospital de alta performance que nesse momento nós temos trabalhado com a hipótese já de uma ampliação imediata de 10 leitos de UTI, talvez revertidos para 20 leitos de UTI, desde que tenhamos também a acomodação da enfermaria. Então isso vai se dar de alguma maneira, contamos muito com o Hospital Universitário como também com o hospital Norte do Paraná, o João de Freitas de Arapongas e com a Santa Casa de Cornélio Procópio, a Santa Casa de Bandeirantes, citando também o Cejem de Cornélio Procópio, a Santa Casa de Jacarezinho e o Hospital Regional do Norte Pioneiro, o hospital de Santo Antônio da Platina, que, também com todos os equipamentos já dispostos na ala do hospital, deve ganhar desta vez o isolamento dos leitos de UTI naquele âmbito desde que consigamos fazer lá a instalação dos leitos de enfermaria.

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Deputado Artagão Junior – A estrutura hospitalar na região de Guarapuava está no limite, no entanto temos duas estruturas prontas para funcionar. O prédio do consórcio municipal de saúde e também do Hospital Regional. Existe previsão do Governo em utilizar estas duas estruturas?

Nós temos lá 10 leitos de UTI que seriam destinados agora, já vem sendo tratado há algum tempo, inclusive com equipamentos que o estado do Paraná colocou no hospital filantrópico em Laranjeiras do Sul, parece que não houve até o momento um acordo para utilização e nós vamos ter que de alguma maneira colocar mais esforços da nossa parte para tentar atender toda a demanda que se coloca lá. O Hospital Regional de Guarapuava tem pelo Paraná Edificações que faz as medições da obra, hoje 92% da sua obra concluída e aparentemente ele parece que tem até mais, mas o que é medido e pago é de 92%. Não dá para falar que nós iremos utilizar um prédio que não está completamente pronto, existe sim a estrutura do consórcio municipal que também pode ser avaliada, mas eu reitero, nós temos uma rede de hospitais robusta, forte e que eventualmente em alguns ambientes acaba deixando alguns buracos assistenciais. Talvez a 5º Regional de Saúde de Guarapuava e a 4º Regional de Saúde de Irati tenham este contexto e, por isso, a necessidade destes novos empreendimentos que têm sido construídos lá. De alguma maneira nós vamos achar uma saída para fomentar a possibilidade da internação destes pacientes naquela região no limite do que for necessário.  Quero lembrar que desde ontem nós passamos a recomendação aos nossos hospitais contratados da possibilidade do adiamento das cirurgias eletivas, principalmente com relação às cirurgias bariátricas e as cirurgias ortopédicas que não tiverem uma necessidade de urgência e isso pode também nos abrir alguns outros leitos de UTI. Importante dizer que tínhamos uma ocupação de muitos leitos aqui no Paraná em função de cirurgias bariátricas, metade de todas as cirurgias do país são realizadas no Paraná e cada cirurgia dessa acaba levando o paciente pelo menos um ou dois dias para um leito de UTI, então com isso também nós vamos desafogar um pouco a utilização dos leitos de UTI por estes pacientes, neste momento. Estes pacientes não vão deixar de ser submetidos aos procedimentos, serão sim submetidos em uma segunda etapa depois que tivermos passado pelo pior desta crise.

Deputados Mabel Canto e Plauto Miró – Em relação ao Hospital Regional, Hospital Universitário que tem espaço físico para receber mais UTIs. Pergunta se há a previsão de quantos leitos serão?  

Nós temos aí previsão, diante da crise do Hospital Bom Jesus de Ponta Grossa, a necessidade que esses leitos de UTI sejam absorvidos pelos outros serviços da cidade. Já existia antes da crise, da pandemia, a possibilidade de remanejo de dez leitos para o Hospital Regional Universitário e mais dez leitos para a Santa Casa, principalmente, no que tange a alta complexidade e neurocirurgia. Tudo isso já vinha sendo tratado pelo dr. Vinicius e isso será colocado em ação nos próximos dias. Quero aproveitar também para dizer que trabalhamos com a hipótese de outras ampliações nos Campos Gerais, no município de Ponta Grossa, devido à importância e ser a sede de uma regional importante. Mas que os pontagrossenses e os cidadãos paranaenses dos Campos Gerais não ficarão sem o devido atendimento. Também trabalhamos com a hipótese de uma parceria com uma importante empresa na região de Telêmaco Borba que pode nos ajudar a colocar de pó efetivamente o Hospital Regional de Telêmaco Borba que é uma demanda de dez anos e que necessita de uma tratativa para ser resolvida.  

Deputados Arilson Chiorato e Marcio Pacheco – Em relação aos leitos de UTI necessários no Paraná para o combate ao coronavírus seriam 200 públicos e pode chegar à compra de 600 privados, um total de 800 leitos adicionais. Ele pergunta se resolveria a questão?  Estão sendo adquiridos mais respiradores artificiais. Quantos estão sendo adquiridos e qual seria o número ideal para que o estado possa corresponder a demanda de casos que possa vir a ter no Paraná?  

Nós temos um planejamento na ampliação de cerca de 600 leitos no número de leitos de UTI no estado do Paraná se a crise se agonizar muito. Nós vamos continuar seguindo dia a dia e nessa implantação de novos leitos. Por isso, dividido em três estágios, um estágio imediato, mas sempre contando, deputado, com a rede privada, a rede privada filantrópica e a rede própria. Rede própria estadual ou rede própria municipal. Até agora, o Hospital de Clínicas aqui de Curitiba ainda não abriu o atendimento para todo o estado, por isso que não tenho levado em consideração o Hospital de Clínicas, com muito respeito também com toda a formação e a decisão que o Hospital de Cínicas tem. Nós trabalhamos mais com a questão dos hospitais estaduais, universitários e também com os hospitais municipais, como o Padre Germano Laucker no município de Foz do Iguaçu. Com relação aos respiradores, a portaria do o Ministério da Saúde prevê, preconiza um respirador para cada dois leitos de UTI para a habilitação de qualquer Unidade de Terapia Intensiva em qualquer ambiente hospitalar do Brasil e não seria diferente aqui. No Paraná nós temos mais respiradores do que o mínimo preconizado pelo Ministério da Saúde, mesmo assim, deputado Marcio Pacheco, nós estamos envolvidos em ampliação de leitos contando com mais compra de respiradores pelo estado do Paraná. Temos um contrato de 51 respiradores, uma Ata de Registro de Preço que nós tínhamos, a empresa vai entregar os 51 dependendo apenas do pagamento que já está sendo empenhado. Nós estamos comprando 200 monitores multiparamétricos por parte da Secretaria e já temos outros engatilhados. Temos também a oferta de outros respiradores para compras neste momento para colocar à disposição desses hospitais que podem vir a atender os paranaenses nesse momento e outros hospitais filantrópicos que tem os equipamentos e que vão simplesmente colocá-los a disposição.  

Veja só, nós temos, por exemplo, a situação de emendas parlamentares federais que foram atendidas para alguns municípios muito pequenos. Hoje mesmo entrou em contato comigo um prefeito de um município de 5 mil habitantes e que em uma emenda parlamentar federal de dois anos atrás ele foi aquinhoado com um respirador que nunca saiu da caixa. Falando, olha secretário, temos aqui o respirador e quero colocar à disposição para que o senhor possa utilizá-lo da melhor forma possível. Então, todo esse esforço de juntar peças, juntar equipamentos nós estamos fazendo. Então, ao longo dos próximos dias, na quinta-feira, vamos fazer uma entrevista coletiva lá no Palácio Iguaçu, eu convido quem estiver aqui, eu sei da dificuldade da presença de todos, mas nós vamos fazer um diagnóstico com números mostrados na tela por região para que nós possamos mostrar o nosso planejamento para o enfrentamento, o chamado plano de contingência para o enfrentamento dessa pandemia do Covid 19 acreditando que ela vai passar. E apesar de todos as dificuldades de todo o isolamento domiciliar necessário, de todas as ações necessárias, nós estamos acreditando que essa crise vai passar o mais rápido possível.  

Deputado Romanelli – Secretário, primeiro quero aqui agradecer a sua vinda e, obviamente, lamentavelmente, não podemos responder a todas as perguntas das senhoras e senhores parlamentares, mas todas elas serão encaminhadas e, obviamente, depois respondidas pelo senhor e sua equipe e ao mesmo tempo, queremos agradecer ao líder do governo, deputado Hussein Bakri, que oportunizou a vinda do secretário da Saúde e ao mesmo tempo cumprimentá-lo pelo desempenho que nós sabemos da maior importância. 

 

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PEC que permite consórcios de municípios pode ajudar no combate ao coronavírus

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado Anibelli Neto (MDB), que permite a formação de consórcios de municípios, é mais um instrumento no combate a pandemia de coronavírus.
Com a mudança na Constituição do Paraná (artigo 25) os municípios já podem formar consórcios para fazer o enfrentamento do Covid-19. Para isso basta o reconhecimento de calamidade pública e a anuência das Câmaras Municipais, a quem cabe a fiscalização.

A PEC foi apresentada na Assembleia Legislativa do Paraná em março do ano passado. Foi votada em plenário e aprovada em dezembro, quando foi promulgada.
Ao apresentar a proposta, Anibelli Neto ponderou que, se eventualmente houver alguma calamidade pública (o que é o caso do coronavírus), os municípios já poderão usar este mecanismo para agilizar o atendimento à população afetada.

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