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Paraná adota resolução internacional sobre famílias

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O Governo do Estado incorpora a partir desta sexta-feira (29) os dez compromissos sobre família, direitos humanos e cidades inclusivas da Declaração de Veneza, documento apresentado pela International Federation for Family (IFFD – Federação Internacional da Família) na Organização das Nações Unidas (ONU), em 2017. A adesão foi assinada pelos secretários Valdemar Bernardo Jorge, do Planejamento e Projetos Estruturantes, e Ney Leprevost, de Justiça, Família e Trabalho, durante a Conferência Internacional – Família e Inovação Social, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

Com isso, o Paraná se tornou o primeiro Estado do País a incorporar as premissas da Declaração de Veneza como norte para as suas políticas públicas. Mais de 70 regiões ao redor do mundo já assinaram esse compromisso, que visa acelerar a implementação da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, principalmente a resolução número 11, que propõe “tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”.

Valdemar Bernardo Jorge destaca que os pontos da Declaração de Veneza se inserem dentro da política de atenção aos cidadãos que mais precisam de apoio. Ele também disse que o papel do Estado é de diminuir as desigualdades e os desequilíbrios de acesso, além de promover condições para as famílias gerarem renda e cuidados intergeracionais.

“A família é um fator estruturante para as políticas públicas desenvolvidas pelo Estado e pelos municípios. Valorizar a família significa desenvolvimento social e econômico”, explicou Bernardo Jorge. “Os dez pontos da Declaração de Veneza versam sobre temas que já são sensíveis ao Paraná, mas podemos ampliar essa cobertura. Família forte gera uma sociedade forte, logo, um Estado mais forte”.

DECLARAÇÃO DE VENEZA – Os dez grandes temas da Declaração de Veneza são Habitação, Novas Tecnologias, Educação, Saúde, Segurança, Meio Ambiente, Transporte, Acessibilidade, Lazer e Turismo, e Famílias em Situação de Vulnerabilidade, mas o documento propõe transversalidade entre essas áreas. O texto estimula, por exemplo, serviços urbanos mais ágeis, aumento da conectividade e fim das lacunas digitais intergeracionais, acolhimento educacional perto da moradia, redução progressiva da poluição, apoio à economia circular e programas para famílias migrantes.

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O espanhol Ignácio Socías, presidente do IFFD, órgão consultivo da ONU para políticas sobre a família, disse que a adesão do Paraná à Declaração de Veneza renova o entendimento de que as gestões públicas com foco no bem-estar devem ser implementadas, primeiro, nos níveis local e regional. “Esse documento se preocupa com o indivíduo e a família, não somente com as grandes conjunturas políticas. Moradias adequadas, transporte público de qualidade e uso correto e inclusivo das novas tecnologias são exemplos de condições mínimas para viver de forma mais humana”, afirmou.

“Distintos estudos mostram que as políticas públicas de família ajudam o desenvolvimento social, porque esse olhar sobre as famílias é um olhar sobre as mulheres, as crianças, os idosos, os incapacitados e as minorias”, complementou Socías.

Ângela Vidal Gandra Martins, secretária nacional da Família do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, acrescentou que o berço dos valores sociais e do bem-estar coletivo está dentro de casa, e que esse modelo precisa ser replicado na sociedade. “O Paraná tem sido um protagonista na luta pela família, que é o berço da cidadania, das competências individuais. Todas as declarações internacionais criam história e unem forças. Queremos fortalecer a união global em torno dessa agenda”, destacou.

OLHAR SOCIAL – O compromisso internacional assumido nesta sexta-feira impõe ao Estado ampliar e consolidar os programas implementados desde o início do ano. O secretário de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, disse que o Paraná olha para as famílias com intuito de diminuir os problemas sociais e melhorar o ambiente de desenvolvimento econômico, com base na gestão de ambientes de educação seguros e do pleno emprego.

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“Família é assunto da maior importância. Enfrentar o problema da pobreza e erradicar a fome são prioridades para o governador Carlos Massa Ratinho Junior melhorar a vida de todas as famílias", destacou Ney Leprevost. "Temos produção industrial equivalente à da China, mas ainda convivemos com problemas sociais. Para inverter esse quadro e construir bases sólidas estamos investindo muito na geração de empregos, atraindo novas empresas e qualificando a mão de obra, além do olhar emergencial sobre aqueles que mais precisam”.

O secretário citou como exemplos programas para a construção de equilíbrio social, como a transferência de renda para agricultores; o Caixa D’Água Boa, para famílias em condição de vulnerabilidade social; o Leite das Crianças; a força-tarefa Infância Segura e o choque de atenção Criança Feliz, em parceria com o governo federal; e atenções a idosos (Viver Mais Paraná) e promoção de moradia digna para famílias que hoje vivem em áreas de riscos e moradias precárias (Vida Nova) com a Cohapar.

CONFERÊNCIA – A Conferência Internacional – Família e Inovação Social foi organizada pela Secretaria do Planejamento e Projetos Estruturantes em parceria com a IFFD, instituição não governamental, independente e sem fins lucrativos. Em três dias foram discutidas políticas voltadas à família, com ênfase no combate à pobreza, promoção de igualdade e geração de emprego. Participaram do encontro conferencistas da Itália, França, Grécia, Áustria, Sérvia, Colômbia, Estados Unidos e Qatar, além de representantes nacionais.

PRESENÇAS – Estiveram presentes na cerimônia da assinatura o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel; o coordenador estadual da Defesa Civil, Coronel Ricardo Silva; o deputado estadual Gilson de Souza; e o presidente do Conselho Regional do Vêneto – Parlamento com sede em Veneza (Itália) -, Roberto Ciambetti.

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Estudantes da rede pública são 59,79% dos aprovados na UFPR

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Seis em cada dez aprovados (59,79%) no vestibular 2019/2020 da Universidade Federal do Paraná (UFPR) são oriundos de escolas públicas. Foi o que afirmou a própria instituição de ensino superior ao divulgar o resultado do processo seletivo na quarta-feira (15).

Para o secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder, esse índice de aprovação entre estudantes do ensino público é bastante significativo e motivo de orgulho para toda a rede estadual de Educação. “Esse resultado mostra como precisamos investir e acreditar no ensino público e em nossos jovens, e como a Educação Básica gratuita pode e deve ser de qualidade, garantindo aos alunos oportunidades de um futuro melhor”, afirmou.

A jovem Ester Dessbessel, 17 anos, está entre os alunos aprovados. Concluiu o Ensino Médio no Colégio Estadual Santa Rosa, em Curitiba, e vai cursar Enfermagem. Ela conta que prestou o concurso mais para sentir como era a prova, pois seu plano era se debruçar para valer aos estudos para os vestibulares em 2020, quando, já formada no Ensino Médio, poderia dedicar mais tempo para isso. Por conta da boa trajetória escolar, entretanto, acabou aprovada de primeira.

Ester, que acumula experiências como menor aprendiz desde os 15 anos e trabalhava à tarde, aproveitava ao máximo o horário regular escolar, pela manhã, para estudar. Ela diz que sempre manteve boas notas e uma alta frequência, além de usar o período da noite para fazer as lições e revisar o conteúdo.

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“Estou muito feliz por ter passado no vestibular. É um orgulho, mais uma conquista. É uma faculdade muito boa e sei que vou me esforçar ao máximo. É uma sensação de dever cumprido. Sou muito grata aos meus professores, que são ótimos e incentivam os alunos a pensar no futuro, a focar na UFPR”, diz a jovem.

TRABALHO ALIADO AO ESTUDO – Já Lucas Viana Castilho (foto), 17 anos, foi aprovado em Ciências Contábeis. Natural de São Paulo e residente de Curitiba há dois anos, sempre estudou em escolas públicas. Para se preparar para o vestibular da UFPR, também contou com o auxílio de um cursinho solidário tocado aos fins de semana e feriados por estudantes e ex-estudantes da universidade.

“Meu ano passado foi inteiro estudando, foi bem puxado. A minha rotina de estudos foi essa: estudava de manhã, na escola, trabalha à tarde e à noite eu jogava vôlei e fazia coisas do meu interesse, mas também estudava. Montei um cronograma de estudos que não consegui seguir à risca, mas que me ajudou bastante. Aos fins de semana, ia para as aulas do cursinho”, conta.

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Lucas, que é menor aprendiz no setor de contabilidade da Britânia, diz que a experiência na empresa de eletrodomésticos teve um peso grande na escolha do curso.

“Eu decidi usar a base que tenho no trabalho para escolher o curso, pois lá tenho a oportunidade de efetivação e quero começar uma carreira de algum lugar. Como fui bem acolhido no trabalho, optei por Ciências Contábeis por julgar ser um caminho mais seguro. O sentimento que eu tenho por ter sido aprovado é de gratidão aos meus professores, família e amigos. Ver meu nome na lista foi uma sensação única. Eu sempre almejei ter a minha independência, e estudar na UFPR vai ser um passo muito grande que vou dar para isso”, afirma o mais novo calouro.

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