Política Estadual

O verão se aproxima e é hora de aumentar os cuidados para evitar o câncer de pele

Publicados

em

Alertar sobre os cuidados e ações de prevenção ao câncer de pele é o objetivo da campanha “Dezembro Laranja”, que acontece nesta época do ano marcada pelas altas temperaturas do verão e de maior exposição das pessoas ao sol. No Paraná, as ações de conscientização e orientação são amparadas pela Lei estadual 18.829/2016, que teve origem em um projeto elaborado pelo deputado Anibelli Neto (MDB) na Assembleia Legislativa do Paraná.

“A cada ano a campanha ganha a adesão de mais instituições, que ajudam a população com mais acesso às informações”, disse. “No Paraná, só no ano passado, se somarmos os números de câncer de mama e de próstata, os dois juntos, são menores do que os números de câncer de pele. Por isso, é fundamental que durante todo o mês de dezembro possamos divulgar dicas de prevenção e realizar ações de conscientização”, afirmou o deputado.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em 2019, além de conscientizar a população sobre a prevenção desde a infância, a iniciativa tem como objetivo principal alertar sobre os sinais do câncer da pele para diagnóstico e tratamento precoces, aumentando as chances de cura na grande maioria dos casos. Os números de câncer de pele no Brasil são alarmantes! De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), anualmente, são diagnosticados 180 mil casos novos da doença. Isso significa que 1 em cada 4 novos casos de câncer no Brasil, é de pele.

“Temos um problema de saúde pública e a SBD transformou esse problema numa ampla campanha de combate ao câncer da pele por meio do Dezembro Laranja, mês de conscientização sobre a doença”, explicou o doutor Sergio Palma, Presidente da SBD. Segundo ele, “reduzir as estatísticas de incidência de câncer da pele é uma meta alcançável e a Sociedade Brasileira de Dermatologia está comprometida em diminuir a ocorrência e a mortalidade”.

Leia Também:  Deputada questiona Governo sobre o fechamento do ensino médio noturno no estado

Segundo o dermatologista Elimar Gomes, Coordenador Nacional do Dezembro Laranja, “quase 90% dos casos existentes são de carcinomas. Esses tumores têm letalidade baixa, mas provocam cerca de 1900 óbitos a cada ano no nosso país. Menos comum, o câncer melanoma é o tipo mais agressivo e, por este motivo, causa mais de 1700 óbitos anualmente. Nós conhecemos a origem da doença e sabemos que é possível preveni-la, por este motivo a conscientização pública é uma das formas de reduzir o número de casos”, conclui o médico.

Grande expediente – Como já aconteceu em aos anteriores, o grande expediente da sessão plenária da próxima segunda-feira (02) será destinado ao lançamento da campanha Dezembro Laranja.

O espaço será destinado à uma palestra da médica dermatologista, Flávia Trevisan, que irá atualizar os dados e falar sobre a doença. O deputado Anibelli Neto apresentará também uma cartilha com dicas e informações sobre cuidados e prevenção. “O tema é importante, a Assembleia assumiu essa campanha, algumas instituições também. Mas queremos que universidades, faculdades e colégios também participem desta iniciativa. Quanto mais acesso, mais informação, mais pessoas beneficiadas. Às vezes uma simples informação ajuda a pessoa a se prevenir, se cuidar”, afirmou.

Ações – Em 2019, repete a ação ocorrida em anos anteriores, quando um mutirão é realizado em todo o país, com cerca de quatro mil médicos dermatologistas e voluntários prestarão atendimento gratuito para diagnóstico do câncer de pele. As consultas serão realizadas em cerca de 130 postos espalhados pelo Brasil no dia 7 de dezembro das 9 às 15 horas.

Para saber onde será possível fazer essa consulta, é só clicar no link: http://www.sbd.org.br/dezembroLaranja/exame-preventivo-gratuito/

Sobre o câncer da pele – Este tipo de câncer é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal. Quando descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.

Leia Também:  Deputados pedem suspensão do aumento da tarifa do pedágio no Paraná

“Em todos eles, a exposição excessiva e sem proteção ao sol é o principal fator de risco que pode desencadear a doença, que pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida; como uma pápula ou nódulo avermelhado, cor da pele e perolado (brilhoso); ou como uma ferida que não cicatriza”, diz Jade Cury Martins, Coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD.

Por isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que as pessoas se examinem com regularidade, consultando um dermatologista em caso de suspeita. Também é importante que se examine familiares, pois muitas vezes os cânceres podem aparecer em regiões que não é possível reconhecer sozinho. Ao se expor ao sol, é importante que as áreas descobertas estejam protegidas, mesmo em dias frios e nublados.

Medidas fotoprotetoras – As recomendações básicas incluem a adoção de medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 9h às 15h); utilizar chapéus de abas largas, óculos de sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo; procurar locais de sombra, bem como manter uma boa hidratação corporal. A sociedade médica também orienta para o uso diário de protetor solar com fator de proteção de no mínimo 30, que deve ser reaplicado a intervalos de duas a três horas, ou após longos períodos de imersão na água.

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política Estadual

Projeto de Lei assegura certidão em braile à deficientes visuais

Publicados

em

O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (PcD) foi criado em 3 de dezembro de 1992, pela Organização das Nações Unidas (ONU), e abrange deficiências físicas e mentais. O deputado Subtenente Everton (PSL) protocolou na Assembleia Legislativa do Paraná o Projeto de Lei 913/2019 que assegura às pessoas com deficiência visual do Paraná, o acesso a certidões de registro civil confeccionadas em braile. O projeto abrange as certidões de nascimento, casamento e óbito. “Muitas pessoas não sabem, mas o maior índice de deficiência no Brasil é a visual, são 3,4% de deficientes visuais. São milhões de pessoas que não enxergamos nas ruas por que elas ainda esbarram na falta de acessibilidade”, declara.

Em 2010, a deficiência visual estava presente em 3,4% da população brasileira; a deficiência motora em 2,3%; deficiência auditiva em 1,1%; e a deficiência mental/intelectual em 1,4%. “Nos EUA temos a sensação de existirem mais pessoas com deficiência porque vemos eles nas ruas, nos shoppings, nos cinemas; porque é respeitada a sua preferência em todos esses lugares”, disse. “No Brasil são 45 milhões de pessoas que não enxergamos nas ruas por que elas ainda esbarram na falta de acessibilidade; muitas ficam confinadas ao espaço doméstico, sem acesso à educação, saúde, esporte e lazer”, declara.

Leia Também:  PPA e LOA avançam na Comissão de Orçamento e seguem para Plenário

De acordo com a ONU, 10% da população mundial possui algum tipo de deficiência, no Brasil são 45 milhões, segundo dados do IBGE. No Paraná esse índice é de 22%, ou seja, uma em cada cinco pessoas possuem deficiência visual, auditiva, motora ou intelectual. “São 2.428.673 pessoas. Precisamos adequar os lugares, mas também a nossa cultura em relação as pessoas com deficiência”, afirma.

Projetos de inclusão – A inclusão é um desafio enfrentado todos os dias com políticas públicas, mas, de acordo com o deputado Subtenente Everton, só irá se concretizar com a participação e o compromisso de todos. “A começar pelo respeito e a prioridade que damos às pessoas com deficiência, seja nos atendimentos ou atividades corriqueiras do nosso dia a dia como, por exemplo, a preferência para servir-se no buffet de um restaurante”, disse.

O deputado Subtenente Everton trabalha é membro do CRIAI – Comissão da Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência e, entre várias ações destaca-se a realização de cinco Seminários para discutir o Transtorno do Espectro Autista (TEA), com os pais, professores e profissionais da área.

Leia Também:  Deputados pedem suspensão do aumento da tarifa do pedágio no Paraná

O deputado também é coordenador da Frente Parlamentar em Apoio e Defesa ao Paradesporto e trabalha a inclusão da PcD através do esporte. “Há uma grande limitação de recursos para esse segmento. Esses atletas são praticamente invisíveis para a sociedade. Neste primeiro ano de mandato, promovemos algumas ações que irão nos nortear em 2020”, afirmou o parlamentar. Entre elas, foi realizada a visita ao Comitê Paralímpico Brasileiro e realizado o Festival Militar Paralímpico. “Foram experiências que nos mostraram que a pessoa com deficiência precisa e merece ser vista como igual, obviamente com respeito às suas particularidades. Ela não precisa de compaixão. Precisa de políticas públicas sérias e eficazes com as quais estou comprometido”, conclui.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo