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Maestrina Naomi Munakata morre por complicações de coronavírus

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A maestrina titular do Theatro Municipal de São Paulo, Naomi Munakata, morreu hoje (26) aos 64 anos no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista, em decorrência de complicações da covid 19, doença causada pelo coronavírus. Munakata era também regente honorária do Coro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) desde 2014, onde foi titular do grupo de 1995 a 2013.

“Naomi Munakata, maestrina titular do Coral Paulistano, faleceu nesta quinta-feira, 26, em decorrência de complicações por infecção do coronavírus covid-19. Deu entrada no dia 16 no pronto atendimento com sintomas de insuficiência respiratória grave, sendo internada na unidade de terapia intensiva. Tinha 64 anos e apresentava comorbidades que resultaram na evolução desfavorável do quadro clínico”, destacou o hospital em nota. 

Munakata começou a estudar piano com apenas quatro anos de idade e a cantar aos sete, no coral regido por seu pai, Motoi Munakata. Estudou violino, harpa e formou-se em composição e regência em 1978 pela Faculdade de Música do Instituto Musical de São Paulo.

Orientada por Hans Joachim Koellreutter, complementou sua formação com estudos de regência, análise e contraponto. Como bolsista da Fundação Vitae, estudou na Suécia com o maestro Eric Ericson e, em 1986, foi contemplada com uma bolsa de estudos para aperfeiçoar-se em regência na Universidade de Tóquio.

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Foi diretora e professora da Escola Municipal de Música de São Paulo, diretora artística e regente do Coral Jovem do Estado, regente-assistente do Coral Paulistano e professora na Faculdade Santa Marcelina e na Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM). 

Veja matéria sobre apresentação do Coral Paulistano com participação da maestrina na TV Brasil.

“Com pesar, a Fundação Osesp recebe a notícia que Naomi Munakata, Regente Honorária do Coro da Osesp desde 2014 e que foi titular do grupo de 1995 a 2013, faleceu hoje por complicações em decorrência da Covid-19. Seremos eternamente gratos pela contribuição inestimável dada por Naomi à música coral brasileira e, especialmente, à nossa instituição. Que o tempo conforte os corações de todos nós, demais amigos e familiares”, diz o texto publicado pela fundação.

Em sua página no Instagram, o Theatro Municipal de São Paulo homenageou a maestrina.

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

O Theatro Municipal de São Paulo lamenta o falecimento da maestrina titular do Coral Paulistano Naomi Munakata aos 64 anos de idade. A morte ocorreu hoje, 26 de março, na capital paulista. A direção do Theatro Municipal de São Paulo, o Instituto Odeon, bem como as equipes do Coral Paulistano, da Orquestra Sinfônica Municipal, do Balé da Cidade, da Orquestra Experimental de Repertório e demais funcionários, se solidarizam com a dor da família. A música perde um talento extraordinário e nós perdemos uma grande amiga. Naomi Munakata iniciou os estudos musicais ao piano com apenas quatro anos de idade e começou a cantar aos sete, no coral regido por seu pai – Motoi Munakata. Estudou violino, harpa e formou-se em Composição e Regência em 1978 pela Faculdade de Música do Instituto Musical de São Paulo, na classe de Roberto Schnorrenberg. Por duas décadas foi regente do Coro da Osesp e foi diretora e professora da Escola Municipal de Música de São Paulo, diretora artística e regente do Coral Jovem do Estado, regente-assistente do Coral Paulistano e professora na Faculdade Santa Marcelina e na FAAM. Era regente titular do Coral Paulistano desde julho de 2016.

Uma publicação compartilhada por Theatro Municipal de São Paulo (@theatromunicipal) em 26 de Mar, 2020 às 11:53 PDT

Edição: Aline Leal

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Fonte: EBC Geral

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Mais de 500 policiais de SP estão afastados por suspeita de covid-19

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A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo confirmou hoje (2) que 0,5% do efetivo total de policiais que atuam no estado de São Paulo estão afastados de suas atividades por suspeita de infecção por coronavírus. Como o total do efetivo é de mais de 112 mil policiais no estado, entre civis e militares, então aproximadamente 560 policiais estariam afastados.

“A SSP informa que todo policial com suspeita ou diagnóstico do covid-19 está devidamente afastado, conforme orientações do Comitê de Contingência do coronavírus”, informou a secretaria, em nota. “A pasta também tem adotado todas as medidas necessárias para garantir a proteção acerca do covid-19, como aquisição e distribuição de novos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), máscaras e luvas, para os servidores e agentes de segurança.”

Em coletiva no início da tarde de hoje (2), o governador de São Paulo, João Doria, confirmou o afastamento de 438 policiais no estado, mas disse que nem todos os afastamentos foram motivados por infecção por coronavírus. “Nem todos os 438 policiais são suspeitos ou foram diagnosticados [com coronavírus]. Há afastamentos por outras razões de saúde. Isso é normal em uma corporação com 88 mil policiais militares”, disse o governador. Esse balanço feito pelo governador não englobou os policiais civis que também estão afastados.

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O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo informou que há cerca de 150 policiais civis afastados por suspeita de estarem infectados por coronavírus. De acordo com o sindicato, há falta de máscaras e de álcool gel nas delegacias. Eles reclamam também que o governo não está dando quarentena para os policiais que fazem parte do grupo de risco.

Segundo o governador, esses afastamentos dos policiais neste momento não vão gerar problemas na segurança do estado. “Não há nenhum risco nos programas de segurança. Posso reafirmar que as pessoas podem se sentir seguras. A Polícia Militar assim como a Polícia Civil, a Científica, o Instituto Médico Legal e o Corpo de Bombeiros estão em funcionamento regular. Há percentual de reposição normal em qualquer período e no período de contingência também. Temos também número considerável de policiais militares em treinamento que poderão ser convocados para atuação. Mas ainda não é o caso, estamos dentro do nível perfeitamente suportável e de regularidade”, disse.

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Há ainda, segundo o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, 130 guardas civis metropolitanos da capital afastados. Para suprir esse déficit, disse o prefeito, o efetivo está sendo reorganizado, fazendo com que as pessoas de grupos de risco sejam colocadas para trabalhar na área administrativa. “Todas as restrições impostas para servidores com mais de 60 anos ou com imunodeficiência não valem para os servidores das áreas de saúde e de segurança pública. Mas muitos acabam pedindo afastamento neste momento. Por isso os secretários estão tentando reorganizar o efetivo liberando o pessoal do administrativo para ir para a linha de frente e botando esse pessoal [do grupo de risco] no administrativo”, disse o prefeito.

Na segunda-feira (30), a Polícia Militar de São Paulo confirmou a morte de uma policial por coronavírus. Segundo a corporação, a sargento Magali Garcia, que tinha 46 anos, trabalhava no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Magali teve diagnóstico confirmado para coronavírus e não tinha comorbidade, mas era ex-fumante.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Geral

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