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Conselho aprova repasses de R$ 34 milhões da União para o Paraná

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O secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, presidiu na quarta-feira (04) a última reunião do ano do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar – Cedraf.  Foi a 89ª reunião do conselho.

Foram apreciados três temas importantes para o fortalecimento da agricultura familiar no Estado. Foi aprovado o acolhimento pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento de recursos da União para o repasse da bancada federal no Paraná. Serão quase R$ 34 milhões em emendas que vão financiar a aquisição de máquinas, equipamentos, tratores agrícolas e veículos que serão utilizados na adequação, manutenção e melhorias de estradas rurais, além de equipamentos para agroindústrias.

Também foi aprovado um apeofundamento das análises sobre os resultados do censo agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresenta uma fotografia do meio rural brasileiro tirada no dia 30 de setembro de 2017. Para o secretário Norberto Ortigara, essas análises vão calibrar corretamente as políticas públicas a favor da parte mais vulnerável do setor, que é a agricultura familiar.

Em terceiro lugar, foi aprovada e encaminhada proposta de assistência técnica no meio rural que será colocada em campo a partir de 2020. Segundo Ortigara, todos sabem que a Emater é o braço público da assistência técnica no Estado e a lei impõe que também seja a coordenadora da política estadual de assistência técnica e extensão rural.

EMENDAS – Os recursos oriundos de emendas parlamentares da bancada federal no Paraná somam R$ 33,1 milhões e a Secretaria da Agricultura dará uma contrapartida no valor de R$ 831,8 mil para viabilização do convênio.

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São três propostas a serem executadas, cujos recursos visam fomentar e fortalecer o cooperativismo da agricultura familiar e serão repassados para as cooperativas com interação solidária (Unicafes/Paraná).

Com esses recursos serão comprados 16 caminhões basculantes, 13 minis carregadeiras, oito escavadeiras hidráulicas, 3 motoniveladoras, 16 pás carregadeiras, 50 retroescavadeiras, 6 rolos compactadores para solos que serão utilizados em obras de melhorias nas estradas rurais paranaenses.

Também serão adquiridos equipamentos para agroindústrias de cooperativas da agricultura familiar. Esses equipamentos serão cedidos aos municípios indicados pela bancada com termo de cessão e uso e no fim dos convênios poderão ser doados às prefeituras.

Serão beneficiados 109 municípios, sendo que 17 deles vão receber caminhões basculante; oito receberão escavadeira hidráulica; três receberão motoniveladoras; outros 16 terão pá carregadeira; 46 receberão retroescavadeira; seis receberão rolo compactador e 13 municípios vão receber mini carregadeiras.

IBGE – O Censo Agropecuário foi apresentado pelo engenheiro agrônomo e supervisor de Estatística Agropecuária do IBGE no Paraná, Jorge Mryska, que fez várias revelações sobre o cenário atual do meio rural brasileiro e paranaense. O que chamou mais a atenção foi a redução no número de estabelecimentos no Estado. O Censo de 2006 demonstrava a existência de 371.063 propriedades agrícolas. Em 2017, o Censo demonstrou a existência de 305.154 propriedades.

A revelação motivou um debate junto ao Cedraf. Para o secretário Norberto Ortigara, seria bom o IBGE e o Ipardes aprofundarem mais as investigações sobre os temas porque surgiram várias interpretações.

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Entre elas, o envelhecimento da população, o encolhimento dos jovens no meio rural, o nível de escolaridade muito baixo são fatores que podem levar a uma evasão principalmente da população jovem do meio rural.

Há outros fatores que também podem ter contribuído, como o reflexo de uma alteração da legislação em 2017, que mudou o conceito de geração de renda da agricultura familiar.

Por outro lado, o censo agropecuário revelou aspectos importantes no meio rural como o avanço da tecnologia em plantio direto que praticamente dobrou em todo o País de 2006 a 2017. No Paraná, 131.670 produtores declararam fazer o plantio direto na palha, o que dá a dimensão de que 4.860.777 hectares de área no Estado apresenta uso da técnica. Segundo Ortigara, o plantio direto no Paraná já avançou dos grãos para outros produtos como a mandioca e hortaliças.

Também aumentou o número de máquinas agrícolas nos estabelecimentos, passando de 820,7 mil para 1,3 milhão de unidades no Pais. Desse total, quase 570,6 mil unidades são tratores de menor potência. No Paraná, são 106 mil tratores, sendo 90 mil deles utilizados pela agricultura familiar.

Outra revelação do censo, foi o salto no número de estabelecimentos orgânicos no Paraná, estado que passou a ter o maior número de propriedades, passando de 909 propriedades em 2006 para 7.056 em 2017.

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Estudantes da rede pública são 59,79% dos aprovados na UFPR

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Seis em cada dez aprovados (59,79%) no vestibular 2019/2020 da Universidade Federal do Paraná (UFPR) são oriundos de escolas públicas. Foi o que afirmou a própria instituição de ensino superior ao divulgar o resultado do processo seletivo na quarta-feira (15).

Para o secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder, esse índice de aprovação entre estudantes do ensino público é bastante significativo e motivo de orgulho para toda a rede estadual de Educação. “Esse resultado mostra como precisamos investir e acreditar no ensino público e em nossos jovens, e como a Educação Básica gratuita pode e deve ser de qualidade, garantindo aos alunos oportunidades de um futuro melhor”, afirmou.

A jovem Ester Dessbessel, 17 anos, está entre os alunos aprovados. Concluiu o Ensino Médio no Colégio Estadual Santa Rosa, em Curitiba, e vai cursar Enfermagem. Ela conta que prestou o concurso mais para sentir como era a prova, pois seu plano era se debruçar para valer aos estudos para os vestibulares em 2020, quando, já formada no Ensino Médio, poderia dedicar mais tempo para isso. Por conta da boa trajetória escolar, entretanto, acabou aprovada de primeira.

Ester, que acumula experiências como menor aprendiz desde os 15 anos e trabalhava à tarde, aproveitava ao máximo o horário regular escolar, pela manhã, para estudar. Ela diz que sempre manteve boas notas e uma alta frequência, além de usar o período da noite para fazer as lições e revisar o conteúdo.

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“Estou muito feliz por ter passado no vestibular. É um orgulho, mais uma conquista. É uma faculdade muito boa e sei que vou me esforçar ao máximo. É uma sensação de dever cumprido. Sou muito grata aos meus professores, que são ótimos e incentivam os alunos a pensar no futuro, a focar na UFPR”, diz a jovem.

TRABALHO ALIADO AO ESTUDO – Já Lucas Viana Castilho (foto), 17 anos, foi aprovado em Ciências Contábeis. Natural de São Paulo e residente de Curitiba há dois anos, sempre estudou em escolas públicas. Para se preparar para o vestibular da UFPR, também contou com o auxílio de um cursinho solidário tocado aos fins de semana e feriados por estudantes e ex-estudantes da universidade.

“Meu ano passado foi inteiro estudando, foi bem puxado. A minha rotina de estudos foi essa: estudava de manhã, na escola, trabalha à tarde e à noite eu jogava vôlei e fazia coisas do meu interesse, mas também estudava. Montei um cronograma de estudos que não consegui seguir à risca, mas que me ajudou bastante. Aos fins de semana, ia para as aulas do cursinho”, conta.

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Lucas, que é menor aprendiz no setor de contabilidade da Britânia, diz que a experiência na empresa de eletrodomésticos teve um peso grande na escolha do curso.

“Eu decidi usar a base que tenho no trabalho para escolher o curso, pois lá tenho a oportunidade de efetivação e quero começar uma carreira de algum lugar. Como fui bem acolhido no trabalho, optei por Ciências Contábeis por julgar ser um caminho mais seguro. O sentimento que eu tenho por ter sido aprovado é de gratidão aos meus professores, família e amigos. Ver meu nome na lista foi uma sensação única. Eu sempre almejei ter a minha independência, e estudar na UFPR vai ser um passo muito grande que vou dar para isso”, afirma o mais novo calouro.

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