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Após pedido da justiça, alvos da Lava Jato devem ser reintegrados à Alerj

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Divulgação/Alerj

Fachada da sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)

Afastados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) depois de terem sido presos na Operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava-Jato no Rio, os deputados Chiquinho da Mangueira (PSC) e Marcos Abrahão (Avante) retornarão à Casa. O desembargador Rogério de Oliveira Souza, da 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), determinou nesta quinta-feira, em decisão liminar, que a Alerj dê posse imediata aos dois políticos, como adiantou o colunista da revista Época Guilherme Amado.

Os dois foram presos em novembro de 2018 e não chegaram a exercer seus mandatos. Assim como os deputados Marcus Vinicius Neskau (PTB), Luiz Martins (PDT) e André Corrêa (DEM), também detidos na mesma operação, eles tentavam na Justiça voltar à Alerj , que decidiu em outubro do ano passado soltá-los da prisão, mas mantê-los afastados da Casa. Contra o grupo, pesam acusações de envolvimento num esquema de corrupção comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral que teria movimentado R$ 54 milhões. Eles ofereciam apoio ao então governador nas votações na Alerj em troca de pagamentos, num esquema que ficou conhecido como “mensalinho”.

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Na sua decisão, o desembargador afirmou haver “aparente inconstitucionalidade” na decisão da Assembleia, que não poderia “proibir o exercício do mandato de qualquer parlamentar sem o devido processo legal”. Ele considerou ainda que havia razão para urgência no caso dos deputados, que entraram com mandado de segurança na Justiça .

“A seu turno, existe evidente perigo, pois o mandato parlamentar, vigendo por prazo certo e improrrogável, a cada diz afastado de seus exercícios, o prejuízo para os impetrantes e, por definição política, de seus eleitores, é evidente, pois jamais poderão recuperar, politicamente, as sessões das quais não participaram, seja em plenárias, seja em comissões ou demais eventos típicos da atividade parlamentar”, afirma a decisão que determina volta à Alerj .

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Política Nacional

Usando tornozeleira eletrônica, Pezão diz que vive com a aposentadoria da esposa

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Tomaz Silva/Agência Brasil

Ex-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão responde processo por corrupção


Cercado de cuidados para evitar expor sua tornozeleira eletrônica, o ex-governador Luiz Fernando  Pezão , solto no último dia 11 de dezembro da Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, falou ao GLOBO sobre sua decepção e frustração com o ex-aliado Sérgio Cabral – já na 14ª condenação pelo megaesquema de corrupção desbaratado pela Lava-Jato. “Ele decidiu se voltar pra mim na 14ª condenação. Fiquei indignado”, disse Pezão, em sua casa em Piraí.

Escoltado pela mulher, Maria Lucia, que não permitia fotos da piscina ou de imagens espalhadas pela casa – como o famoso “São Pidão”, que levava em suas incursões a Brasília como governador para pedir verbas ao Rio e que agora está na cabeceira da cama.

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Ele afirma que chegou a alertar o então governador, quando era vice, do excesso de ostentação que nutria em sua vida pessoal. Garante que vive da aposentadoria da mulher. E que paga uma quantia de 4 mil reais a seu advogado, preço bem abaixo do mercado. E que o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo advoga de graça para ele em Brasília.

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